Internacional

GENOCÍDIO DO POVO PALESTINO

Israel e Hamas acordam um cessar-fogo em Gaza após atentados criminosos de 11 dias

Autoridades dizem que o cessar-fogo entrará em vigor às 2 da manhã de hoje, depois que pelo menos 232 palestinos foram mortos, dezenas de milhares desabrigados e centenas de prédios viraram pó.

sexta-feira 21 de maio| Edição do dia

Israel e o Hamas acordaram um cessar-fogo mediado pelo Egito na quinta-feira, após grande pressão internacional de protestos e líderes mundiais para encerrar o ataque mais intenso desde a Guerra de Gaza em 2014.

O bombardeio do Estado de Israel à Faixa de Gaza supostamente visando o Hamas se intensificou na última semana e meia, matando pelo menos 232 pessoas, incluindo 65 menores e 1.900 feridos, em uma das ofensivas mais mortais em anos. Em Israel, 12 pessoas morreram e mais de 340 ficaram feridas.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu rejeitou duas tréguas anteriores. No entanto, teve que ceder devido à grande pressão internacional das últimas horas, inclusive do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que também teve que ceder à pressão interna. As enormes mobilizações ocorridas nos Estados Unidos, que incluíram um importante setor da base do Partido Democrata, forçaram alguns membros da esquerda desse partido a parar de defender Israel abertamente como faziam historicamente. Antes disso, Biden teve que "exigir" um cessar-fogo.

Uma delegação egípcia viajou a Ramallah, na Cisjordânia, para informar a Autoridade Nacional Palestina (ANP) da possibilidade de uma trégua. O ministro de relações exteriores alemão Heiko Maas esteve hoje em Israel e nos territórios palestinos, também para fazer parte da negociação de um cessar-fogo.

Na quarta-feira, Biden pediu a Netanyahu uma imediata "redução significativa da escalada da guerra", e o enviado especial para o Oriente Médio, Tor Wennesland, também intensificou os contatos para facilitar a trégua.

O anúncio do cessar-fogo ocorreu durante uma reunião da Assembleia Geral da ONU convocada para chegar a um acordo sobre a cessação das hostilidades.

Os termos da trégua ainda não são conhecidos em detalhes, mas de acordo com a mídia eles não incluiriam referências às tensões sobre o despejo de famílias palestinas na Jerusalém Oriental ocupada ou os ataques à Esplanada das Mesquitas, que o Hamas solicitou e que em 10 de maio desencadeou esta escalada da guerra.

No entanto, o Exército israelense continuou a atacar a Faixa de Gaza, apesar do fato de que as negociações de um cessar-fogo já estavam começando e o Gabinete de Segurança de Israel ainda estava se reunindo.

O lançamento de foguetes, mais de 4.400 desde o início da escalada, foi seguido pela operação militar israelense que eles chamam de "Guardião dos Mortos", que bloqueou um enclave costeiro, onde vivem dois milhões de palestinos.

Além da pressão diplomática sobre o governo israelense por um cessar-fogo, milhares de pessoas se mobilizaram em todo o mundo em solidariedade ao povo palestino e denunciando o massacre realizado pelo Estado de Israel.

Na terça-feira, milhares de palestinos realizaram uma greve histórico contra a ofensiva brutal e também contra os ataques aos palestinos e à população árabe na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e cidades mistas de Israel, impulsionados especialmente por jovens palestinos de diferentes territórios que enfrentam no linha de frente contra a ocupação, os bombardeios e a repressão do colonialismo israelense.




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