RACISMO DA POLÍCIA

Invasões, tiros, explosões e corpos no chão: relatos bárbaros sobre a chacina do Jacarezinho

A brutal operação que deixou 25 mortos hoje no Jacarezinho, no Rio de Janeiro, deixou marcas profundas nos moradores que vivenciaram esse horror da violência do estado contra a população trabalhadora, negra e pobre.

sexta-feira 7 de maio| Edição do dia

Imagem: AFP / Mauro Pimentel

Se trata da 2º chacina com mais mortos no Rio e a operação com maior número de mortos da história. Até o número de 25 mortos é colocado em dúvida pelos moradores, “Tem muita gente morta”, disse moradora ao G1 e outra mulher denunciou que a polícia não deixou os moradores se aproximarem dos mortos: “As famílias estão todas desesperadas, tentando chegar perto dos corpos, e os policiais não deixam”.

Um morador denunciou a falta de respeito com os moradores e comparou a operação no Jacarezinho a guerra entre estados: "Respeito com os moradores, nunca tem. Isso é uma população, mas acho que eles pensam que estão no Iraque". Uma mãe que perdeu seu filho contou que o policial a ameaçou de morte:

Uma moradora postou em suas redes sociais: “Mototáxi tomou um tiro do meu lado, ali na 15 [rua da comunidade], e só tive um corte na orelha por causa do estilhaço, grande é a obra de Deus na minha vida”.

São relatos brutais no meio de uma pandemia e uma crise econômica profunda. Recentemente Claudio Castro esteve em leilão da CEDAE, negociando o direito fundamental à agua, demonstrando seu desprezo pela vida, essa brutal chacina marca que suas mãos estão sujas de sangue. Essa política e a sua polícia são eminentemente racistas. Castro segue a risca o plano de Witzel de “mirar na cabecinha” e é um aliado do bolsonarismo.

Pelo fim das operações policiais e júri popular para os assassinos! Basta de impunidade!




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