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INFLAÇÃO NAS ALTURAS | Inflação sob Bolsonaro cresce, renda de pobre cai 17,7% neste ano e de rico sobe 3%

O custo para sobreviver está cada vez maior, enquanto os salários estão cada vez menores. O aumento no preço dos itens essenciais, como alimentos, gás de cozinha e energia elétrica diminuiu drasticamente o poder de consumo da classe trabalhadora. A renda disponível, o dinheiro que sobra após as despesas básicas, encolheu neste último ano. Nas classes D e E, a queda é de 17,7%, enquanto na classe A terá uma alta de 3%, segundo estudo da Tendências Consultoria.

segunda-feira 5 de julho | Edição do dia

Foto: Ana Branco/Agência O Globo

Neste último ano a alta da inflação (8,06%) foi maior que o reajuste salarial (5,6%), o que quer dizer que o trabalhador está ganhando menos. O país das reformas da previdência e trabalhista coloca cada dia mais a classe trabalhadora próxima da fome.

Leia mais: No Brasil de Bolsonaro, 59% dos trabalhadores perderam poder de compra de janeiro a abril

Com a alta nos itens básicos, como o preço do óleo de soja que subiu mais de 86%, no acumulado em 12 meses, dez vezes o valor da inflação. Além do óleo, o arroz, feijão-preto e açúcar cristal aumentaram 51,83%, 31,26% e 23,86%, respectivamente.

A alta nos preços combinado com a baixa nos salários, empurra cada vez mais a classe trabalhadora para fome, enquanto a burguesia segue tendo aumento nos seus lucros. Recorde de desemprego, mais de 500 mil mortos pelo coronavírus, aumento da terceirização e da uberização, tudo isso são reflexos de uma crise criada pelos próprios capitalistas, mas que despejam nas costas dos trabalhadores. Por isso precisamos tomar a luta nas ruas e exigir uma greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão e os ataques, impondo uma nova constituinte.




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