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Crise econômica | Inflação é mais alta entre mais pobres, serviços recuam 0,6% em setembro e varejo cai

A crise econômica pesa mais para o lado mais frágil da corda e, enquanto as vendas de varejo caem em todo o país e o setor de serviços recua pela primeira vez nos últimos cinco meses, o estrato mais pobre da população sente mais os efeitos da inflação no bolso.

sexta-feira 12 de novembro | Edição do dia

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) informou que a inflação pesou mais para as famílias de renda mais baixa pelo sétimo mês consecutivo. Para as famílias de renda mais baixa (com renda domicilar até R$ 1808,79), a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 11,4%, enquanto que para os estratos mais ricos (com renda domiciliar superior a R$ 17.764,49) a acumulada chega a 9,3%.

Os itens mais afetados são alimentos como açúcar (47,8%), batata (23,6%), carnes (19,8%) e outros, como botijão de gás (que sofreu aumento absurdo de mais de 30%). Artigos de limpeza, luz elétrica e gastos com habitação em geral também fazem parte dos itens que estão sofrendo aumento e pesando fortemente no bolso da população mais pobre.

A política de preços dos combustíveis da Petrobrás, sob gestão Bolsonaro, ajuda a inflacionar tudo, pois o preço do transporte de todas as mercadorias está aumentando. Combinado a isso, a alta do dólar, comemorada por Paulo Guedes, também tende a encarecer uma série de produtos importados. Enquanto os trabalhadores sofrem com essa situação, grandes bancos e empresários lucram horrores.

- Para combater a situação de crise, leia mais: 20N: Basta de chacinas, fila do osso e precarização. Que os capitalistas paguem pela crise.

Essa situação dramática para a população, que amplia as filas da miséria e do osso, já torna visível o impacto de conjunto na economia. O setor de serviços, por exemplo, que representa a maior parte do PIB nacional em comparação com outros setores, recuou 0,6% em setembro. A retração ocorreu após cinco meses em alta. Os dados são do IBGE.

Mais um dado abaixo das expectativas do mercado é referente às vendas no varejo. Também segundo o IBGE, houve uma queda de 1,3% em setembro em comparação com agosto, indicando também o impacto da inflação e da diminuição do poder de compra da população na economia de conjunto. Apenas em consumo de alimentos, bebidas e fumo houve queda de 1,5%.

A política econômica de miséria de Bolsonaro e do senhor Paulo Guedes está levando milhares à fome e corroendo o salário de milhões com a alta inflação. Quadros dramáticos como esse reiteram a ideia de que o capitalismo não dá mais.




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