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Inflação e fim do auxílio corroem a renda dos trabalhadores e afetam resultados do varejo

Com o fim do auxílio emergencial, que apesar de um valor insuficiente, movimentava a renda das famílias que sofriam com o desemprego, e a alta da inflação que corroí a renda, janeiro foi implacável para o varejo, e as previsões não são de melhora.

quinta-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Há um consenso entre a maioria dos economistas de que o aumento de créditos, e os meses de auxílio emergencial em 2020 foram elementos que garantiram a inexistência de um cenário econômico ainda pior, agora porém, com um plano de imunização quase inexistente, que foi acompanhado de ausência de testes massivos, redução na infraestrutura do SUS e demissões em massa, vemos novamente o números de mortos aumentarem, chegando a 1 mil por dia, enquanto a economia não dá sinais efetivos de melhora.

Para saber mais: Guedes quer tirar R$20 bi dos trabalhadores, e não dos bancos, para novo auxílio emergencial

No Brasil, que ao longo do ano passado Bolsonaro fez chacotas com a morte da população, a irracionalidade capitalista que não garante que sua população viva, também não garante que seu próprio mercado se recupere.

Apenas em dezembro, mês bastante festivo, o recuo foi de 6,1%. Apesar do crescimento de 1,2%, o que o mercado esperava era um aumento de 5,5%, segundo analistas da Bloomberg, isso levando em conta a situação da covid-19 no país.

Reportagem da Folha do último sábado (6) mostrou que indicadores econômicos já apontam para uma queda da atividade em janeiro. O índice de vendas no varejo amplo da Getnet, por exemplo, indicou queda de 10,9% em relação a dezembro.

Nesse sentido, os próprios empresários que só se importam com seus lucros em detrimento da vida dos trabalhadores, já possuem dúvidas em uma possível melhoria em relação ao período anterior, consequência de sua política desastrosa em relação ao combate a pandemia.

Leia mais: Fim do auxílio emergencial escancara crise econômica com 2 milhões de novos pobres




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