EDUCAÇÃO

Inep mentiu sobre protocolos no enem, documento deu ordem para 80% de ocupação das salas

Em um documento com a distribuição dos candidatos em um dos locais de prova consta 80% de lotação das salas, o Inep informou 50% para a justiça e para os estudantes.

sexta-feira 22 de janeiro| Edição do dia

Foto: Marcello Casal Agência Brasil

A realização das provas do Enem em meio a segunda onda de covid-19 no Brasil já é por si só um absurdo sem tamanho. Como se não bastasse, o exame conta esse ano com uma enorme desorganização, como vimos com muitos estudantes sendo impedidos de acessar os seus locais de prova no último domingo (17). Agora, segundo o Estadão, com base em um documento oficial é possível ver a ordem de lotação de 80% das salas, feita pela Cesgranrio, fundação contratada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Porém, durante a divulgação do Enem as propagandas oficiais informaram que as salas teriam no máximo 50% de lotação. Foi o que foi informado à justiça também.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento de apuração sobre o caso. Segundo o Estadão o documento citado foi anexado ao processo. A Defensoria Pública da União (DPU) afirmou que o governo mentiu à justiça sobre os protocolos sanitários a serem adotados para a realização do Enem. O procurador da República Eduardo Barragan deu prazo de 48h para Alexandre Lopes, presidente do Inep, se explicar.

O Ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou que o Enem havia sido um sucesso esse ano, curioso o que esse ministro entende por sucesso: abstenção recorde de 51%, confusão nos protocolos sanitários, estudantes impedidos de entrar nos locais de prova, ou seja, ainda menos acesso às universidades. Para esse ministro isso é um sucesso, o que mostra que o objetivo do governo é aprofundar a exclusão do acesso ao ensino superior público e precarizar ainda mais a vida da juventude.




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