Indústria automobilística demite milhares de trabalhadores enquanto aumenta a produção

Indústria automobilística segue demitindo, mesmo em retomada da produção no país, jogando milhares de famílias na miséria durante a maior crise dos últimos anos, enquanto sobrecarrega os funcionários remanescentes.

sexta-feira 6 de novembro| Edição do dia

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), 6.300 postos de trabalho foram encerrados em 2020. Entre os meses de setembro e outubro, registrou-se um aumento de produção de 7,4%, com a retomada da demanda, principalmente com o crescimento do setor dos carros para aluguel. Ainda assim, as montadoras seguem demitindo e realizando jornadas extras com produção em dois turnos e aos sábados, explorando jornadas exaustiva dos trabalhadores, para suprir as necessidades da demanda e dos protocolos sanitários. Dos referidos 6.300 postos, 4.800 foram encerrados somente durante a pandemia, e mesmo com o maior uso da capacidade produtiva nos últimos 5 anos, os empregos não estão sendo retomados.

O cenário atual na indústria de automóveis escancara os ataques que vão sendo colocados pela classe dos capitalistas em conjunto do governo reacionário de Bolsonaro, que no início da pandemia lançou diversas políticas de concessões aos empresários sob a escusa de proteger os empregos no país e refrear a crise econômica que já se arrastava desde antes do início da crise sanitária e se agravou durante. No entanto, não fez, de fato, nada para proteger os empregos, pelo contrário, permitiu que os empresários seguissem demitindo, autorizando inclusive as demissões em massa, enquanto aprovava também a possibilidade de reduções de salários, permitindo que os trabalhadores fossem ainda mais explorados durante a pandemia que fragilizou toda a população, em especial os trabalhadores, pobres, negros e mulheres.

Os capitalistas da indústria, agora, tentam aproveitar a retomada da produção para lucrarem mais ainda sob a exploração excessiva dos trabalhadores, que as circunstâncias permitiram. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento industrial cresceu 5,2% no mês de setembro, registrando recorde mensal desde 2015. Enquanto isso, milhares de trabalhadores ainda sofrem com a pandemia, a falta de renda e o desemprego que, em setembro, atingiu a taxa de 14% no país.

É preciso que, os trabalhadores organizados, tomem as indústrias e parem os ataques colocados pelo empresariado e pelo governo Bolsonaro, que trabalham em conjunto para encher os bolsos dos capitalistas e lançam mão da vida do povo que sofre com hospitais que ainda, muitas vezes, estão lotados e sem equipamentos. Que a indústria seja convertida para atender as necessidades da população e que seja controlada pelos próprios trabalhadores. Para que isso seja possível, e que se pare os ataques vindos dos capitalistas e de Bolsonaro, é preciso mais do que nunca de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que o povo tenha o poder de decidir os rumos do país e que, como única instância que poderá fazer isso, dar uma saída para a crise sanitária e econômica do país.

Sobre Assembleia Constituinte Livre e Soberana, talvez lhe interesse ler o Manifesto de Propostas do MRT diante da crise no Brasil e no mundo




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