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Atalaia do Norte | Indígenas fazem protesto em solidariedade a Bruno e Dom e contra ataques de Bolsonaro

Protesto ocorreu nesta segunda (13) em Atalaia do Norte (AM), cidade onde Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram. Os indígenas protestaram contra a PL 191 e a 490, ambos ataques que Bolsonaro e o STF querem descarregar em cima dos povos originários.

segunda-feira 13 de junho | Edição do dia

Nesta segunda (13), Indígenas da cidade de Atalaia do Norte (AM), município onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram, realizaram protesto em apoio a lideranças da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e contra o governo Bolsonaro e os ataques que vem tentando aplicar contra os direitos dos povos originários. O ato também ocorreu em solidariedade às famílias dos desaparecidos.

Os manifestantes marcharam pelas principais ruas da cidade com flechas e faixas. Entre os ataques de Bolsonaro que os indígenas estão protestando estão a PL 191, que autoriza a mineração e construção de hidrelétricas em terras indígenas, e a PL 490, que prevê alterações na demarcação de terras indígenas, o chamado Marco Temporal, no qual o próprio STF vem debatendo e querendo aplicar esse ataque que poderá acabar com a demarcação de uma vasta área de terras indígenas.

Os manifestantes levavam também faixas como: “Bolsonaro, queremos justiça pelo indigenista Bruno e pelo jornalista Dom”. Em outra escreveram: “O povo kanamari resiste”.

O protesto ocorreu no mesmo dia em que a esposa do jornalista Dom Phillips divulgou na empresa que recebeu informação da PF que dois corpos foram encontrados e supostamente seria de Bruno e Dom, ainda que precise passar pela perícia. Mais tarde a Polícia Federal negou a informação de que haveriam achado os corpos.

Veja aqui: Corpos dos desaparecidos Dom Phillips e Bruno Pereira podem ter sido encontrados

O desaparecimento de Bruno e Dom ocorreu no último dia 05 de junho, onde o último contato que tiveram com eles foi durante sua viagem para Atalaia do Norte de barco. A região vem sofrendo com as invasões de garimpeiros criminosos, nos quais Bruno faz parte de ong que denuncia e combate o garimpo e a grilagem em terras indígenas, e Dom fazia investigação jornalista das organizações criminosas que atuam na região, chegando a fotografar homens armados 2 dias antes do desaparecimento.

Bolsonaro que sempre foi o maior defensor do garimpo, das madeireiras e da grilagem, se pronunciou sobre o caso dizendo que eles estavam em uma viagem não recomendada em uma área perigosa, tentando responsabilizar os dois por estarem investigando as ações desses criminosos que sistematicamente vem massacrando os povos indígenas.

É urgente e necessário ampliar a campanha democrática e internacional pelo aparecimento da vida do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.
Assim como é necessário unificar trabalhadores, juventude e povos originários, que vem se mobilizando contra os ataques de Bolsonaro, do Congresso e do STF, como o Marco Temporal, o PL 490 e o PL 191, que permite a liberação irrestrita de mineração em terras indígenas, também contra as reformas e as privatizações.




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