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Crise capitalista | Índice Global de preço de alimentos é o maior em cem anos

O principal índice global de preços de alimentos das Nações Unidas atingiu em março o maior nível em 61 anos, e a série do FMI (Fundo Monetário Internacional) a partir de 1900 aponta recorde em cem anos.

segunda-feira 18 de abril | Edição do dia

Os atuais valores superam as marcas do período da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e da primeira crise do petróleo (1973 - 1945). Os dados do FMI sugerem que fica atrás somente dos níveis registrados após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

À luz da guerra da Ucrânia, a inflação de alimentos vinha subindo desde 2000 —e ganhou ímpeto antes do início da pandemia, no final de 2019. Além disso, a pandemia de Covid-19, às mudanças climáticas no continente africano também impactam diretamente nos preços.

O que esses dados demonstram é que a era de preços relativamente baratos dos alimentos, que vinham neste sentido desde a segunda metade do século 20, está acabando.

Em março, o índice de preços de alimentos da ONU calculado pela FAO (Organização para Alimentação e Agricultura, na sigla em inglês) atingiu 159,3 pontos, batendo recorde anterior, de 1974 (137,4), e pressionado por todos os seus componentes: cereais, carnes, óleos, laticínios e açúcar.

Juntas e antes da guerra, Ucrânia e Rússia respondiam por 25% das exportações globais de trigo e 15% das de milho. O conflito também fez o preço do petróleo disparar mais de 45% neste ano, pressionando fretes e a cadeia de distribuição de alimentos.

Este impacto, somado ao número elevado de desemprego e subemprego no país, resulta em uma realidade de muitas dificuldades para o conjunto dos brasileiros, ainda mais para a classe trabalhadora, que vê sua renda sendo rebaixada com o aumento exorbitante dos alimentos sem aumento igual dos salários.

Por isso, em frente à crise capitalista de tamanha magnitude, que impacta diretamente na vida do conjunto dos trabalhadores, nós do MRT, levantamos a política de reajuste automático dos salários de acordo com a inflação, bem como a necessidade do congelamento imediato dos preços dos alimentos e expropriação sob controle operário das fábricas e multinacionais da alimentação, combinando com a luta por uma reforma agrária radical para enfrentar o agronegócio. Com medidas como essa, seria garantido que a crise econômica não caia nas costas dos trabalhadores, mas que sejam os capitalistas, e bilionários donos das multinacionais da alimentação que lucram o aumento de preço que paguem pela crise.

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