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Crise ambiental | Incêndios se espalham pela Mata Atlântica e ameaçam extinção de espécies

O bioma que possui somente 12,4% da cobertura original sofre com os incêndios e coloca em risco a existência de espécies de plantas e animais. Isso, além de ser causado pela seca e por atos criminosos, é consequência do modo de produção capitalista, culpado tanto pelo desequilíbrio climático, quanto pela destruição ambiental.

quinta-feira 26 de agosto | Edição do dia

Foto: Divulgação

Na Área de Proteção Ambiental da Bacia dos Frades, no Rio de Janeiro, ocorre, desde sexta-feira (20), incêndios que destroem a região, que é muito procurada por turistas devido a beleza de sua natureza. Moradores da região suspeitam de que esse incêndio tenha sido proposital.

Esse é mais um exemplo de incêndio que ocorre na Mata Atlântica. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o bioma teve um aumento nos focos de incêndios esse ano comparado a 2020. Além da Mata Atlântica, o Cerrado e Amazônia também tiveram aumentos.

Na Mata Atlântica, bioma em que 72% da população brasileira vive, os incêndios são responsáveis pela perda de uma grande biodiversidade, que tem um histórico de devastação gigantesco desde a chegada dos portugueses e que ocorre até hoje, mesmo com áreas de proteção ambiental. A consequência disso é que hoje existe somente 12,4% da cobertura original da Mata Atlântica

Com esses incêndios, várias espécies, tanto de plantas, quanto de animais, são ameaçadas de extinção. Segundo o biólogo Izar Aximoff, especialista no impacto de queimadas na Mata Atlântica, em entrevista para "O Globo", algumas plantas que só podem desaparecer para sempre com o fogo:

"A Mata Atlântica não evoluiu com o fogo, como o Cerrado, e por isso tem baixíssima resistência a ele. As plantas morrem e como a fragmentação é grande, fica muito difícil, quase impossível, que ocorra uma regeneração natural. E se houver, levará um tempo imenso."

O fogo que se alastra pela Mata Atlântica e pelos diversos biomas brasileiros que sofrem com as queimadas, ocorrem devido à crise hídrica, ao frio intenso que causou geada e deixou a vegetação ainda mais seca e devido a atos criminosos. Tudo isso no entanto, é consequência direta do modelo do modelo de produção capitalista que é responsável pela crise climática e pela destruição ambiental.

Milhares de hectares de vegetação são queimados e desmatados todos os anos, fruto da ganância capitalista que se utiliza da destruição da natureza para garantir os lucros de empresários e fazendeiros. Essa destruição dos biomas brasileiros só aumentou com Bolsonaro e Mourão, que governam justamente para esses setores.

Somente com uma perspectiva anticapitalista que aposta na auto organização dos trabalhadores como sujeitos revolucionários, tanto para derrotar o governo de Bolsonaro e Mourão, como para construir um mundo em que o modelo de produção seja racional, sem exploração do trabalhadores e sem a destruição da natureza, será possível livrar o mundo da barbárie que o capitalismo impõe.

Se o capitalismo destrói o planeta, destruamos o capitalismo




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