QUEIMADAS NA AMAZONIA

Incêndios florestais superam marca recorde e 10 anos somente em 2020 segundo INPE

Altas nos focos de incêndio se devem ao avanço do agronegócio na região sob a vista grossa do Governo Bolsonaro

sábado 10 de outubro| Edição do dia

Imagem: Victor Moriyama/ Greenpeace

Os focos de incêndio que têm destruído a Amazônia e mexido com o clima em todo o país já somam 76.030 de janeiro à setembro, esse número só foi superado em 2010, quando foram registrados 102.409 focos no mesmo período.

As queimadas noticiadas no último período não dizem respeito apenas a Amazônia, o Pantanal também está sendo radicalmente afetado. Os números alarmantes de queimadas chamam a atenção atrelados a um profundo descaso do Governo Bolsonaro, extremamente interessado em favorecer os interesses dos empresários do agronegócio, maiores interessados no avanço do desmatamento.

Mudanças climáticas também compõe o cenário, com altas de temperaturas históricas no país, céu preto de fuligem e chuva negra, consequências diretas das queimadas que, até o dia 8 de outubro já se aproximava do número registrado em todo o ano de 2019: 81.805 contra 89.176 no ano passado inteiro.

Setembro é um mês no qual historicamente se registram altas nos incêndios, mais uma vez atrelado ao interesse do agronegócio que busca mais áreas de plantio nessa fase do ano. Neste ano houve uma alta de 61% nesse mês em relação ao ano passado nos incêndios na Amazônia.

No caso do Pantanal, o mês passado foi o pior em toda a história em número de incêndios, com 8.106 focos de queimadas, número alarmante comparado ao último recorde, atingido em 2005: 5.993.

Esses dados alarmantes se chocam com um governo que solta inúmeras pérolas a esse respeito para esconder o interesse do agronegócio, além da Ministra da agricultura dizer que “o boi é o bombeiro do Pantanal”, e o vice presidente Mourão dizer que “reflexo do sol confunde os satélites”, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao absurdo de culpar os povos originários em Conferência da ONU por colocarem fogo nas florestas.

Essa mudança brusca nos biomas devido aos incêndios desequilibra a temperatura desregulando os organismos humanos e levando a morte de várias pessoas, como foi no caso da cidade de Rondonópolis no Mato Grosso, em que 35 idosos faleceram devido as temperaturas extremas acima de 40 graus.

Está cada vez mais claro quais são os objetivos desse governo e como ele está disposto a destruir todas as nossas riquezas naturais para agradar os grandes latifundiários e os capitalistas, somente a força da classe trabalhadora é capaz de frear a destruição sistemática do capitalismo a natureza.




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