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IBGE: Durante 14 dias de agosto, EAD exclui mais de 7 milhões das atividades escolares

Em recente pesquisa da Pnad Covid -10, novos dados reforçam esse efeito emostram que mais de 7 milhões de jovens foram excluídos do ensino a distância por 14 dias de Agosto.

sábado 19 de setembro| Edição do dia

Dados anteriores sobre o ensino durante a pandemia já indicam a alta evasão de alunos de escolas públicas durante a pandemia, cerca de 4 milhões alunos abandonaram o ensino remoto de suas escolas pela falta de condições e outros fatores como a necessidade de procurar emprego. Em recente pesquisa da Pnad Covid -10, novos dados reforçam esse efeito emostram que mais de 7 milhões de jovens foram excluídos do ensino a distância por 14 dias de Agosto.

Jovens têm abandonado a escola por falta de condições e acesso para acompanhar as aulas

No Brasil, por volta 45,6 milhões de estudantes que frequentavam escolas ou universidades, porém 7,2 milhões deles (15,8%) não tiveram nenhum tipo de atividade escolar. Na semana anterior, o número tinha sido de 7,3 milhões de estudantes que não tiveram ensino via EAD.

Cerca de 44% dos alunos, cerca de 12,6 milhões de alunos não tiveram atividades escolares durante os cinco dias da semana.

"É meio complicado falar como estão sendo as aulas, porque não estamos tendo aulas. Existe uma aula de 20 minutos na televisão, só que é a mesma coisa que nada, não dá tempo de introduzir a matéria. Distribuem atividades, mas não conseguimos fazer porque não temos auxílio", diz uma estudante do ensino público de Belo Horizonte.

Estes dados corroboram com as críticas ao EAD como um sistema excludente de ensino que não leva em conta as condições precárias, em especial de alunos matriculados no ensino público fundamental e médio. Segundo a pesquisa TIC Educação 2019, 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não tem computador ou tablet.

A irresponsabilidade com a Educação Pública na pandemia

É necessário que seja a comunidade escolar a decidir como lidar com as atividades escolares, pais, alunos e educadores e não políticos capitalistas que querem retomar as aulas em outubro, seguindo a lógica de escolas como depósitos de crianças para que os pais possam trabalhar e dar lucros aos patrões.




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