Sociedade

DESEMPREGO

IBGE: Desemprego chega a 14%

Avanço da crise econômica aliada a políticas econômicas de Bolsonaro junto da burguesia nacional feitas para atacar os trabalhadores fazem aumentar número de desempregados no país.

Samyr Rangel

Rio de Janeiro

sexta-feira 16 de outubro| Edição do dia

Imagem de capa: Felipe Rau/Estadão

Uma parcela importante da classe trabalhadora brasileira está desempregada neste momento, é o que apontam os dados obtidos pelo IBGE neste mês de setembro. Enquanto Bolsonaro segue implementando medidas para favorecimento dos grandes empresários, padecem os trabalhadores, aumentando ainda mais a miséria no Brasil.

A fortuna da grande burguesia nacional aumentou durante a pandemia, enquanto a moeda brasileira vem perdendo seu valor, há um aumento vertiginoso do preço dos alimentos e segue-se a pauperização extrema de boa parte da classe trabalhadora.

Bolsonaro reduziu ainda o valor do auxílio emergencial, que vinha servindo como um alívio e sustento a milhares de famílias no Brasil, que deverão continuar a busca por novos empregos ou se debruçar sob a informalidade, setor em que já está presente milhões de trabalhadores do país.

Confira em detalhes os dados sobre o desemprego no Brasil

A taxa de desemprego no País subiu de 13,7% na terceira semana de setembro para 14,4% na quarta semana do mês, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados nesta sexta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego, e redução no total de trabalhadores ocupados.

A população desempregada foi estimada em 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior, quando essa população totalizava 13,3 milhões.

O total de ocupados foi de 83 milhões na quarta semana de setembro, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior, quando havia 83,7 milhões de pessoas ocupadas.

Cerca de 2,7 milhões de trabalhadores, o equivalente a 3,3% da população ocupada, estavam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social na quarta semana de setembro. O resultado representa cerca de 100 mil pessoas a menos que o patamar de uma semana antes, quando esse contingente somava 2,8 milhões ou 3,4% da população ocupada.

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 77,9 milhões de pessoas, ante um contingente de 78,2 milhões de trabalhadores registrado na semana anterior.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que os 73,6 milhões registrados na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas, ou 34,8% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 15,3 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

O nível de ocupação foi de 48,7% na quarta semana de setembro, ante 49,1% na semana anterior. A proxy da taxa de informalidade ficou em 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior.

Essa crise não pode ser paga pelos trabalhadores

Neste sistema o lucro está acima da vida de milhões de trabalhadores, como escancaram estes assustadores números trazidos pelo IBGE. Como dito nossa burguesia lucrou bilhões e segue lucrando enquanto pessoas morrem nos hospitais padecendo por um vírus arrasador.

Não procuraram evitar estas mortes, pelo contrário, se calculou como um ônus inevitável que milhões de pobres no Brasil morressem.

Uma solução para está crise só pode ser verdadeiramente eficaz fazendo com que os verdadeiros culpados pela crise à paguem. Um verdadeiro e necessário plano de obras públicas, controlado pelos trabalhadores e que possa atender, por exemplo, a demanda por moradias com saneamento básico, pode gerar empregos em todo o país e deveria ser prioridade dos governos. Para financiá-lo bastaria colocar em prática uma taxação das grandes fortunas e o não pagamento da ilegal e fraudulenta dívida pública, que sangra e rouba os cofres e tesouros nacionais, que foram enriquecidos com o suor desta classe trabalhadora.

Com informações da Agência Estado.




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