Educação

PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Huck celebra a pandemia afirmando que ela veio para "acelerar a digitalização da educação"

Durante uma transmissão ao vivo, o apresentador escancarou sua visão elitista de mundo, ao ver vantagens da atual situação pandêmica, como o avanço do ensino remoto.

sexta-feira 10 de julho| Edição do dia

Na última quinta-feira, 09/07, foi feita uma live pelo governador do Rio Grande do Sul, o direitista Eduardo Leite do PSDB, na qual o convidado é foi o apresentador Luciano Huck. Para além de bajulações mútuas entre os participantes, tal iniciativa também serviu enquanto mais uma amostra do que realmente significa o projeto elitista de Huck, enquanto postulante para cargos políticos como a presidência, e que nada mais diz para responder a essa crise, se não, um discurso de empreendedorismo sob a faxada de ações populistas, para atender a necessidade do empresariado. Nesse sentido, seu vínculo com Leite ou mesmo com o sonegador Ricardo Nunes, não são surpresas.

Esse encontro também serviu para Huck celebrar como a iniciativa privada conseguiu empreender com a desgraça da pandemia, não só para promover as suas próprias iniciativas, como também para um dos próprios sintomas que se expressam com o pagamento dessa crise pela classe trabalha, que se envolve pelo avanço do ensino precarizado e excludente que é o ensino remoto. Ao declarar que “Eu acho que é o começo de um ciclo que, se Deus quiser, vai ser virtuoso e que acelere a tão necessária digitalização das plataformas de educação”, podemos ver claramente o sentido que ruma a reflexão educacional de Luciano Huck.

Enquanto, vemos a esquerda se arrastando nessa figura que exalta e defende a retirada de direitos trabalhistas, ou a precarização de ensino, como no exemplo acima, ao construir processos de frente ampla para se opor a Bolsonaro. Ora, como podemos enfrentar Bolsonaro com sujeitos que partem do mesmo princípio que ele de fazer com que quem pague por essa crise, sejam os trabalhadores, entre outros acordos? O PT e o PCdoB que vem ensaiando esse tipo de aliança mais veementemente, nada mais fazem do que legitimar esse discurso absurdo de Huck para os trabalhadores, pois negam e não aceitam nenhuma possibilidade de enfrentamento independente da burguesia.

Como não podemos confiar nem um pouco nesses setores, chamamos a esquerda para constituir uma frente única dos trabalhadores e que seja independente de Leite e Huck, pois só dessa forma conseguiremos unir toda classe trabalhadora, no marco de explosões de lutas de setores oprimidos e precarizados no Brasil e no mundo, para impor soluções que visam responder até o final essa pandemia e de todos os problemas que advindos dessa crise econômica e do regime.




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