Sociedade

SEGUNDA ONDA

Hospitais de São Paulo têm alta de internações por Covid19 e Bolsonaro nega segunda onda

Segundo a Info Tracker, uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da UNESP e da USP que monitora o avanço da pandemia no estado, entre 7 e 13 de novembro, hospitais municipais de São Paulo tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604).

segunda-feira 16 de novembro| Edição do dia

Reprodução/YouTube @Cidade de São Paulo/Poder 360

Segundo os pesquisadores, além do aumento das internações, também se observa uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do coronavírus. Esse aumento de internações de pacientes por Covid preocupa os hospitais privados porque ocorre em um momento de retomada das cirurgias eletivas que ficaram represadas no auge da pandemia. No Albert Einstein, por exemplo, nesta primeira semana de novembro tiveram 72 pacientes confirmados e 26 estão na unidade semi-intensiva e na UTI, e o hospital só apresenta um total de 73 leitos para Covid.

“Não é uma pequena oscilação. É uma alta consolidada, que envolve uma análise desde agosto. Pode ser um indício de que vamos acabar emendando (uma onda da Covid com a outra)”, diz Wallace Casaca, professor da UNESP e pesquisador do CeMEAI-USP. Em relação às internações na capital, ele afirma que entre setembro e o meio de outubro havia uma tendência de queda, depois ocorreu estagnação, mas nos últimos dias foi observada uma pequena alta. “Não está aumentando muito ainda, mas os gráficos já mostram essa tendência (de alta)”, explica.

Na rede privada de São Paulo, ao menos seis hospitais (Sírio-Libanês, Albert Einstrein, Vila Nova Star, Oswaldo Cruz, HCor e São Camilo), também registraram aumento de internações nas primeiras semanas de novembro, em diferentes proporções.

No hospital HCOR, além da competição por leitos Covid e não Covid, o setor também se preocupa com uma eventual nova busca desenfreada por materiais, como os EPIs e medicamentos. No auge da pandemia, houve escassez e aumento abusivo de preços.

Junto a tudo isso, Bolsonaro nega segunda onda de Covid19 e diz ser “conversinha”. Somando ao seu negacionismo, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não é verídica a informação de que haja alta de internações e de ocupação de UTI na rede municipal paulistana, e que a pandemia está sob controle na cidade, contrariando os dados dos laboratórios privados que tiveram altas de teste.

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O Fora Bolsonaro, Mourão e os golpistas se faz urgente, assim como a unificação dos sistemas público e privado de saúde, com um SUS 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, que têm real noção das necessidades da população, é que pode dar um combate de fato à pandemia. Mais do que nunca ficou claro para todos que a classe trabalhadora é essencial para o funcionamento de tudo. Sem confiança em figuras da burguesia que não representam os interesses de nossa classe, é preciso apostar na classe trabalhadora que tudo produz.




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