1 ANO DO ASSASSINATO DE GEORGE FLOYD

Há 1 ano do assassinato de George Floyd, ir às ruas no 29M no Brasil

O dia 29 está marcado por um dia nacional de lutas contra os cortes nas universidades federais e pelo Fora Bolsonaro no Brasil. Há um ano do assassinato de George Floyd devemos nos inspirar na luta negra que abalou não só os EUA, mas ecoou por todo o mundo e batalhar para massificar nossa luta através de assembleias de base nos locais de trabalho e estudo e fazer com que esse dia seja marcado por nossa luta não só contra Bolsonaro, mas também contra Mourão e todo regime do golpe institucional e suas instituições, como STF e Congresso, que são profundamete racistas e jogam ataques, reformas e privatizações em meio a pandemia para as costas dos trabalhadores que são em sua maioria negros e negras.

terça-feira 25 de maio| Edição do dia

Foto: Angela Weiss/AFP

O assassinato de George Floyd, que hoje completa 1 ano, colocou nas ruas uma imparável força, a força de milhões norte americanos, negros e brancos, exigindo justiça e denunciando o racismo e violência policial. Essa fúria negra abalou profundamente a sociedade americana chegando inclusive na classe trabalhadora. Foram paralisações, greves, luta por sindicalização e atos contra o sistemático assassinato de latinos e negros.

No dia de hoje não podemos nos esquecer que também foi no ano passado o assassinato de João Pedro, morto dentro de casa por um tiro de fuzil nas costas da polícia civil carioca. A mesma polícia responsável pela chacina do Jacarezinho, um episódio que deixa claro a brutalidade e o racismo da polícia e que também foi demonstração de que Bolsonaro, Mourão, Cláudio Castro e todos setores do regime querem piorar ainda mais a situação dos negros e da classe trabalhadora no país.

Por todo país vemos setores que não querem mais morrer pelas balas da polícia e pela covid e não querem pagar a conta da crise, como se expressam nos próprios atos contra a chacina do Jacarezinho na semana passada e em lutas como a greve do metrô de São Paulo. E agora podemos ser ainda maiores, nos unificando com os estudantes que lutam também contra os ataques do governo. Os ares internacionais da luta na Colômbia e do povo lutador Palestino podem também estar adentrando ao nosso país.

Editorial: Novos ares de mobilização e a adaptação à agenda da CPI: confiar nas forças da nossa classe e da juventude.

Os atos do dia 29 de março estão sendo convocados pelo Brasil, mas as burocracias insistem em querer dividir a luta convocando atos simbólicos para o dia 26, como é o caso da CUT, seguida pela CTB que não está construindo pela base os atos. Isso na verdade em nada ajuda a nossa luta contra os cortes das universidades federais e contra os ataques em curso, é um verdadeiro freio para a massificação dessa mobilização.

Não podemos deixar que nosso ódio contra esse regime fruto do golpe institucional seja canalizado por saídas institucionais como a CPI da covid ou esperar as eleições de 2022. Façamos como os lutadores e lutadoras nos EUA que conquistaram justiça a George Floyd com a prisão e julgamento do policial Derek Chauvin, a partir da sua luta nas ruas e não confiando nas instituições do Estado racista e capitalista.

Por isso, exigimos a construção de assembleias de base nos locais de trabalho, com voz e voto, para que os trabalhadores e os estudantes possam participar dos atos com toda sua força. Neles, nós do Quilombo Vermelho e do Esquerda Diário, vamos levantar a luta por Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, e contra o STF e Congresso, que juntos querem aplicar cortes e privatizações aos trabalhadores e ao povo pobre e negro. Não podemos deixar que nossa luta seja pelo impeachment de Bolsonaro que coloca um militar no poder, temos que fazer com que todo esse regime do golpe pague pelas mortes da covid e dos ataques, nenhum deles podem passar impune por isso. Por isso batalhamos para levar a frente a luta por uma assembleia constituinte livre e soberana, para que seja o povo e não Bolsonaro e esses poderes que decidam os rumos do país.

Há 1 ano sem George Floyd, nos inspiramos na luta negra do Black Lives Matter para lutar por justiça aos nossos no Brasil, contra Bolsonaro, Mourão, e todo regime golpista e racista, com a força unificada dos trabalhadores, negros e da juventude.




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