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Preços nas alturas | Guedes mente que inflação vai "desacelerar" por causa de cortes nos serviços públicos

Em evento do Credit Suisse, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a inflação vai “desacelerar” por causa dos “gatilhos fiscais em todos os entes públicos”. Leia-se, cortes em serviços públicos. Guedes mente em um Brasil com inflação corroendo o poder de compra de uma classe trabalhadora gigantesca.

sexta-feira 10 de setembro | Edição do dia

Falando para banqueiros e funcionários de alto escalão, o ministro bolsonarista deu mais mostras de sua cara de pau. Afirmou que “Acho que vamos ser bem sucedidos em conter inflação. Também temos gatilhos fiscais em todos os entes federativos."

Antes, o Chicago Boy teve a pachorra de assegurar otimismo em meio à grave situação de inflação no país, afirmando que estamos passando pelo pior momento, mas que vai melhorar, que o ano deve terminar em 7,5% ou 8% de inflação acumulada e se aproximar de 4% em 2022.

Dos mesmos produtores de “A reforma da previdência vai melhorar tudo” e “A reforma trabalhista vai diminuir o desemprego”, os bolsonaristas lançam a sequência “Cortes nos serviços públicos vai melhorar a inflação”.

A verdade é que o aumento dos preços dos combustíveis é uma política ativa da gestão do militar Luna e Silva a frente da Petrobrás, pois baliza o preço de acordo com o mercado internacional e os interesses dos grandes capitalistas. Isso, combinado com a alta do dólar (aplaudida por setores do agronegócio que apoia Bolsonaro, pois exporta bastante), cria um combo de aumento de preços de tudo. Quem paga a conta são os trabalhadores e mais pobres.

E para finalizar, Guedes ainda chantageia a população ao dizer que inflação será contida por causa de ajuste fiscal. A criminosa moeda de troca coloca educação e saúde públicas de um lado e poder de compra de outro, como se fossem coisas antagônias. O principal antagonismo existente, a bem dizer, é entra a massa de trabalhadores e o punhado de capitalistas que querem lucrar a qualquer custo.




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