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Guedes diz não ter dinheiro para pagar 13º do Bolsa Família, mas tem para supersalários

Contrariando promessa de campanha de Bolsonaro, o Ministério da Economia, na figura do ministro Paulo Guedes, confirmou na última terça-feira que não existe previsão orçamentária para o pagamento do 13º do Bolsa Família.

quinta-feira 29 de outubro| Edição do dia

Foto: Adriano Machado/Reuters

Uma das promessas de campanha que ajudou Bolsonaro a ganhar mais votos entre os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento do 13º salário deste benefício sofre agora um revés do Ministério da Economia, que afirmou nesta terça, 27, que não havia previsão orçamentária para garantir a promessa para o ano de 2020. Porém, não faltam recursos ao governo para pagar os supersalários do alto escalão dos ministérios ou então para gastar 1 milhão de reais em medalhas para o exército.

Demagogia de tiro curto

No entanto, reforçando o caráter demagógico da promessa, o próprio Bolsonaro, ao editar a Medida Provisória nº 889 que instituiu o pagamento da cota extra do Bolsa Família, abriu uma brecha para que ela fosse paga apenas em dezembro de 2019, primeiro ano de seu governo.

Bolsonaro, Guedes: o compromisso deles é com os capitalistas

Este anúncio vem na esteira dos anúncios do corte de beneficiários e a provável interrupção do pagamento do auxílio emergencial depois do fim deste ano. Com esse movimento de retirada, Bolsonaro e Guedes buscam acenar aos grandes capitalistas reforçando que o real compromisso do governo é o de garantir seus enormes lucros às custas dos ataques ao SUS em meio à pandemia, dos índices recordes do desemprego, da inflação da cesta básica e da fome no país.

Como declarou Letícia Parks, que é candidata a vereadora em São Paulo, pela Bancada Revolucionária dos Trabalhadores: “Que exista um ser humano sequer que passe fome em pleno século XXI é um atestado completo da falência do sistema capitalista, que rege uma sociedade onde se produz muito mais alimento do que o necessário para alimentar toda a humanidade, mas mesmo assim a fome persiste, já que o objetivo da produção não é suprir as necessidades humanas, mas sim gerar lucro para uma pequena parcela parasitária de capitalistas que lucra bilhões às custas dos famintos do mundo”.

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