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GREVE GLOBAL PELO CLIMA

Greve global pelo clima reúne milhares de jovens em São Paulo em protesto pelo meio ambiente

sexta-feira 20 de setembro| Edição do dia

Por todo o mundo milhões de jovens protagonizaram protestos pelo meio ambiente. São Paulo, assim como mais de 5 mil cidades mundo a fora, foi um dos milhares de locais a se tornar palco da Greve Global pelo Clima. Aproximadamente 5 mil jovens ocuparam a Av. Paulista para protestar.

O movimento protagonizado pela juventude, que começou através dos atos chamados de #FridaysforFuture (Sextas pelo Futuro), revela a indignação dessa jovem camada frente a perspectiva, nada distante, de uma catástrofe ambiental provocada pela ação predatória capitalista sob o ecossistema global. Essa consciência e indignação levou a juventude de todo o mundo às ruas, no que já é considerado o maior ato pelo meio ambiente da história.

No Brasil sob governo Bolsonaro essa indignação em torno da questão ambiental não poderia deixar de se manifestar. A crise em torno da Amazônia, com um número recorde de queimadas, é um dos maiores símbolos da tragédia capitalista reservada ao meio ambiente. E o discurso de negação e contestação dos problemas ecológicos de Bolsonaro foi precisamente o que alimentou o apetite voraz do agronegócio em relação a exploração das terras amazônicas para o crescimento de seus lucros com soja e pastagens.

Nesse sentido, que a Floresta Amazônica tornou-se foco de disputas de interesses geopolíticos globais, com a intervenção demagógica de diversos líderes mundiais alegando preocupação com a preservação ambiental da região, enquanto ocultam seus interesses imperialistas de exploração das terras, minérios e da biodiversidade local. A demagogia dos líderes das nações imperialistas - Macron e Merkel principalmente -, países que abrigam muitas das principais empresas poluidoras do mundo, expõe a falácia da possibilidade de um capitalismo verde.

A solução à devastação ambiental virá somente da mudança radical do sistema de produção. Portanto, devemos confiar nas nossas próprias forças e na organização massiva da juventude, que hoje está à frente deste e de outros movimentos de resistência e contestação, com os trabalhadores que são quem garante a produção, para revolucioná-la e transformá-la em um sistema racional, harmônico com a natureza e sem exploração.

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