Sociedade

GREVE NA EDUCAÇÃO CAMPINA GRANDE PARAÍBA

Greve dos profissionais de educação em Campina Grande, Paraíba

Sem condições mínimas de trabalho, profissionais da educação decidem em assembleia virtual por greve em Campina Grande, Paraíba.

quinta-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: SINTAB

Na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, cerca de 500 profissionais da educação decidiram em assembleia de base virtual do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (SINTAB), realizada no dia 1º de fevereiro, a entrada da categoria em greve em defesa da vida no marco da profunda crise sanitária e para cobrar direitos negados.

Diante de um quadro de Pandemia, com mais de 227 mil mortes no país, os profissionais de educação entenderam que a crise sanitária não está controlada, sendo inviável o retorno das aulas como pretende a prefeitura Municipal de Campina Grande.

Frente ao quadro pandêmico que no Estado da Paraíba, com dados de 04 de fevereiro deste ano, posui o saldo 4.096 óbitos, colocando a Paraíba na quinta posição da região Nordeste do ranking de mortes por Covid-19, os profissionais de educação colocam as seguintes observações e reinvidicações do movimento grevista:

  1. Em 2020 as aulas remotas ocorreram sem nenhum suporte da prefeitura municipal de Campina Grande. Individualmente cada professor e professora arcaram com os custos de equipamentos para realização das aulas. Além disso, muitos alunos não possuem celular ou acesso à internet. Diante disso, os professores decidiram que só retomam as aulas se a prefeitura operar as condições mínimas de trabalho e com um controle mais efetivo da pandemia;
  2. As progressões estão congeladas na secretária da administração municipal. Os processos analisados e deferidos foram engavetados pela prefeitura.
  3. O 14º salário não foi pago a muitas escolas, apesar de ser garantido por lei municipal;
  4. Todo mês os servidores de apoio tem problemas na recarga do vale transporte e sempre falta os Equipamentos de Proteção Individuais.

De acordo com Franklin Ikaz, Diretor de política e formação do SINTAB, podemos acrescentar que no dia 31 de janeiro a professora da rede municipal de educação Christianne de Fátima foi à óbito, tendo por causa a Covid-19, além do fato de Campina Grande concentrar mais de 12% dos óbitos do Estado, fica atrás apenas da Capital João Pessoa com 31% de acordo com dados oficiais da Secretaria Estadual de Saúde.

Tais reinvindicações mínimas demonstram como prefeitos também não seguem uma linha diferente daquela praticada pelo governo Bolsonaro de jogar toda a responsabilidade da pandemia nas costas da classe trabalhadora. Não fornecer o mínimo como EPIs, desconsiderar a precariedade das condições materiais para a realização das aulas e querer um retorno físico das atividades com vários alunos por turma implica em desconsiderar a proliferação da pandemia. Toda forma de realizar um retorno às aulas sem um atendimento e provimento de condições básicas de trabalho implica colocar a vida dos profissionais em educação em risco,

Mais do que um serviço público de saúde, é urgente que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja dirigido pelos profissionais de saúde, é preciso revogar as contrarreformas que atendem aos interesses das diferentes frações burguesas em consonância com setores golpistas a exemplo do Congresso e STF. Além disso, é importante a construção de uma frente única proletária que centraliza os interesses da classe trabalhadora como posição tática, sem nenhuma aliança com setores golpistas da política brasileira.

Desde o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores, que impulsiona o Jornal Esquerda Diário nos solidarizamos com os professores em greve. Temos lutando desde o início da Pandemia, exigindo a realização de testes massivos para o controle da Covid-19,fornecimento de vacinas para todos; anulação das patentes que geram lucros aos laboratórios farmacêuticos e nacionalização da produção de fármacos e laboratórios sob direção da classe trabalhadora.




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