Greve de funcionários da Dataprev suspende demissões no Sergipe

Os funcionários se colocam contra as demissões e a privatização da empresa, que está na lista de privatizações de Paulo Guedes. Um dos objetivos da diretoria era a demissão de 15% da força de trabalho, pretende assim tirar o sustento de 494 dos 3,36 mil funcionários da companhia. Graças a greve a direção teve de recuar.

sexta-feira 31 de janeiro de 2020| Edição do dia

A estatal é responsável pelos sistemas da área previdenciária e pelo processamento de pagamentos de aposentadorias do INSS. A greve iniciada nesta semana pelos trabalhadores da empresa veio em resposta a este plano de demissões, chegando a organizar 700 trabalhadores em assembléia que deram continuidade à paralisação, com adesão em 20 Estados.

13 funcionários da unidade de Sergipe que já haviam sido notificados de suas demissões foram informados do recuo da diretoria graças à greve. “A Dataprev enviou comunicado aos empregados de Sergipe, no qual informa a suspensão do aviso do desligamento de 13 empregados lotados naquele Estado, em virtude da greve”.

Diversos problemas vêm ocorrendo com a fila do INSS com mais de 1,2 milhões de pessoas que buscam seus direitos após a aprovação da reforma da previdência. Os trabalhadores denunciam em sua greve a agenda de privatizações e reformas administrativas do governo que demite funcionários e sucateia os serviços públicos, ao mesmo tempo que tenta impor uma força-tarefa de militares.

Outras categorias de funcionários de estatais que passaram por demissões graças a agenda neoliberal de Paulo Guedes e Bolsonaro foram impactadas pela greve, e buscam que o governo suspenda as demissões em suas categorias.

Para saber mais: Para pagar dívida pública ilegal, Guedes quer entregar 115 empresas à iniciativa privada.




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