Política

QUEIMADAS PANTANAL

Governo se apoia em comissão de ruralistas do Senado para "não combater" as queimadas

Comissão de senadores para enfrentar as queimadas é composta por ruralistas e vem desempenhando um papel que omite cada vez mais a responsabilidade do governo e do agronegócio deste problema

sábado 17 de outubro| Edição do dia

Fonte: Roque de Sá/Agência Senado

Enquanto o processo de queimadas no Pantanal e outros biomas vem atingindo níveis históricos de devastação, Bolsonaro e seus aliados cada vez mais escancaram sua responsabilidade nesses problemas e sua intenção de aprofundá-los.

Isso se expressa através da recente comissão no Senado que, a princípio, monitoraria os incêndios no Pantanal e levantaria medidas de combate às queimadas, mas que, na realidade, vem sendo uma blindagem para o grande responsável das queimadas que é o agronegócio, justamente por ser uma comissão composta praticamente por seus representantes.

Desde essa comissão que surgiram as absurdas ideias indicadas pelos ministros Ricardo Salles e Tereza Cristina, que defendiam as ideias do “boi bombeiro” e do “fogo frio” enquanto formas de combate aos incêndios. Ou seja, na tentativa de inibir matéria orgânica que queime e alastre eventuais incêndios, foi proposto o avanço ainda mais forte do latifúndio e do pasto e a consequente devastação do meio ambiente a partir desse processo.

Na última reunião desse órgão, surgiram comentários como a necessidade de premiação para fazendeiros que “procuram não fazer o desmatamento criminoso”, por parte do relator da comissão que é senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e também o comentário de que Ibama “multa muito”, proferido pela senadora Simone Tebet (MDB-MS). Houveram afirmações claras dos setores do agronegócio afirmando que não são os “vilões” dessa história.




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