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ATAQUES | Governo quer aproveitar calamidades regionais para permitir cortes de salários

Baseada nas chamadas MP’s da morte, projeto chamado BEm quer que corte de jornada e salários sejam realizados em casos de "catástrofes", necessitando do aval do Congresso até setembro.

quinta-feira 8 de julho | Edição do dia

Foto: Michael/ Câmara dos Deputados

O projeto chamado BEm ( Benefício Emergencial) está sendo elaborado por Christino Áureo (PP-RJ) e por técnicos do Ministério da Economia, visa permitir reduções salariais e suspensão de contratos.

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Baseado nas MPs decretadas pelo governo no primeiro ano da pandemia, onde permitia que o patrão pudesse reduzir o salário do funcionário ou até suspender o contrato, usando da justificativa da crise pandêmica para manter seus lucros enquanto os trabalhadores poderiam ficar sem salários.

O que agora tentam fazer parecer um auxílio é a tentativa de jogar nas costas do trabalhador as crises criadas pelo sistema, como o apagão do Amapá no ano passado, ou crise mais consolidadas nunca resolvidas como as grandes secas e enchentes, nas quais os mais atingidos são justamente os trabalhadores.

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Teoricamente o governo por meio do BEm garantiria a outra parte do salário que fosse cortado, não podendo passar do valor máximo do seguro-desemprego, que pode chegar a R$ 1.911,84 por mês, sendo o Estado o garantidor não da renda dos trabalhadores, mas que a empresa não vá a falência mantendo o lucro dos patrões.

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