Economia

GOVERNO BOLSONARO

Governo genocida: Bolsonaro não reservou dinheiro para combater a pandemia em 2021, diz TCU

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o governo Jair Bolsonaro não reservou recursos para que o Ministério da Saúde atue no enfrentamento à pandemia de Covid-19 em 2021.

terça-feira 20 de abril| Edição do dia

Imagem: Reuters/Adriano Machado

Segundo a reportagem do UOL, o TCU (Tribunal de Contas da União) constatou, a partir de dados fornecidos pelo próprio Executivo, que "não constam dotações para as despesas de combate à pandemia" na lei orçamentária de 2021 preparada pelo governo.

No ano passado, o ministério dispunha de R$ 63,7 bilhões para aplicar diretamente em ações contra a pandemia. Esses levantamentos nos revelam um verdadeiro absurdo, diante da quantidade de mortes e casos que aumentam diariamente, a proposta de orçamento não se preparar para o combate à pandemia.

"O Ministério da Saúde dispõe de R$ 20,05 bilhões para aplicação direta [em 2021], porém, R$ 19,9 bilhões estão reservados para despesas relativas à vacinação da população", afirma o relatório. Nesse caso, restariam R$ 150 mil para todo o restante. "Tal situação mostra-se preocupante, ainda mais nesse cenário de recrudescimento da contaminação e mortalidade." Além disso, diz o TCU, a maior parte desses R$ 20,05 bilhões são sobras dos R$ 24,5 bilhões que o país disponha em 2020 para ingressar no consórcio Covax Facility, da OMS.

"Contudo, foram pagos apenas R$ 2,22 bilhões desse valor em 2020, tendo sido necessária a edição do Decreto 10.595/2021, que reabriu o crédito extraordinário no valor de R$ 19,9 bilhões, permitindo a utilização desse saldo em 2021", diz o TCU. O governo de Bolsonaro ainda distribuiu mais R$ 20,4 bilhões entre os outros ministérios, somando R$ 40,5 bilhões, o equivalente a 6,7% dos R$ 604,7 bilhões disponíveis no ano passado.

Esse dinheiro foi destinado "principalmente às consequências econômicas da crise", como auxílio emergencial (R$ 322 bilhões), o programa de redução de salário e jornada e suspensão de contrato (R$ 51,55 bilhões) e auxílio a estados, municípios e DF (R$ 79,19 bilhões).

Com esses dados não somente concluímos que Bolsonaro não reservou dinheiro para o Ministério da Saúde combater o coronavírus em 2021, como escancara suas verdadeiras prioridades. Bolsonaro nunca esteve de fato disposto e preocupado com a brutal crise sanitária que vivemos.




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