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Violência policial | Governo federal tira dados de morte por policiais do Plano Nacional de Segurança Pública

O Governo Bolsonaro, para esconder os dados de violência policial, exclui do Plano Nacional de Segurança Pública a contabilização de mortes por parte de policiais, enquanto feminicídios serão contabilizados como "mortes violentas de mulheres", nublando a caracterização dos dados da violência contra a mulher.

sexta-feira 1º de outubro | Edição do dia

Foto: Foto: Arquivo/Agência Brasil

O governo federal publicou nesta quarta-feira (29) uma revisão do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP), documento que traça diretrizes e metas para as polícias e os órgãos de segurança pública do país.

Na revisão, o ministério da justiça excluiu das estatísticas apresentadas as mortes decorrentes de ação policial passando a contabilizá-las na categoria geral de homicídios. Uma decisão apontada por analistas como de caráter claramente político, pois busca com a omissão desses dados, preservar as corporações policiais e seus agentes.

Segundo dados do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública oBrasil bateu recorde em número de mortos pelas mãos da polícia em 2020 , sendo que 79% dos mortos pela polícia em 2020 são negros . De acordo com o Atlas da Violência, negros tem mais que o dobro de chance de ser assassinado no Brasil. Com a diluição dos dados de morte por policiais dentro do universo de homicídios, o governo busca esconder e preservar as corporações policiais.

Outra mudança aberrante e de caráter ideológico é a mudança da nomenclatura do crime de feminicídio que passa a ser tratado como "mortes violentas de mulheres". O feminicídio que é caracterizado pelo assasinato de mulheres pelo fato de ser mulher, não serão mais discriminados como tal, nublando a caracterização desse tipo de violência que em 2020 teve um aumento de 2% atingindo 1338 casos registrados sendo que no Brasil de Bolsonaro e Mourão 1 mulher foi morta a cada 6 horas e meia em 2020. O feminicídio de mulheres negras aumentou na última década sendo que entre 2009 e 2019 foram 50.056 mulheres assassinadas pelos seus “companheiros” no Brasil.

A omissão e desvirtuamento desses dados corrobora com a manutenção e aumento da violência policial e contra as mulheres já que evita o constrangimento dos agressores, sejam agentes públicos ou instituições, a partir de dados divulgados publicamente e inviabiliza uma caracterização precisa da magnitude desses tipos de violência escondendo uma realidade de maior repressão e opressão sob o governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão.




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