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Governo do Rio quer leiloar CEDAE nesta sexta-feira

O projeto de concessão da CEDAE ganha novo capítulo. Agora o leilão da empresa estatal está agendado para esta sexta-feira (30). Desde 2017 a empresa vem passando por severos processos de precarização, que se deu sob ambos os governos, Pezão e Witzel, tudo para aumentar os lucros e deixar mais atrativo para privatização do serviço no Rio de Janeiro.

segunda-feira 26 de abril| Edição do dia

Foto: Gabriel Paiva

Novas informações: há algumas horas, o TRT-RJ concedeu liminar suspendendo o leilão da CEDAE por ora. Mas é preciso ficar atento, pois o governo Castro fará de tudo para recorrer da justiça em benefício dos interesses do capital financeiro em agarrar a empresa pública.


Um negócio feito para beneficiar apenas os grandes empresários, sem nenhum benefício ao povo carioca e fluminense, que ficara refém de água cara e de péssima qualidade, como se vê em todas as privatizações.

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O leilão para privatizar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), já tem data e como já denunciamos e noticiamos aqui no Esquerda Diário, a concessão da estatal é mais uma das formas de ataque a nossa classe, agora o povo fluminense vai ter que arcar com o preço excessivo pela água, para gerar lucros ainda maiores para os grandes empresários.

Saiba Mais: Lucros da CEDAE crescem 52%, mas serviços avançam 0,6%. O que está por trás dos números?

Ao todo 12 empresas agendaram visitas técnicas durante a licitação, o que mostra algum tipo de interesse pela concessão: Aegea, Biancade Engenharia Ltda., BRK, Conen Engenharia, Dimensional Engenharia, Encibra S.A. Estudos e Projetos de Engenharia, Equatorial Energia S.A., GS Inima, Hidrocon Engenharia Ltda., Iguá, Sam Ambiental e Engenharia e Águas do Brasil.

Dessas empresas algumas são de capital internacional, o que também mostra que um dos interesses do governo é o fortalecimento dos grandes impérios capitalistas

Cada vez mais os trabalhadores têm que trabalhar em condições precárias, sobrecarregados, sem o a estrutura necessária e ainda com medo do assédio moral caso falem algo na CEDAE. Com a crise que assolou o Rio em janeiro, funcionários trabalharam em condições desumanas sem proteção adequada ao carvão ativado e ficaram, de forma paradoxal, sem água potável no local de trabalho.

Para barrar a sanha privatista dos capitalistas é necessário a mais ampla mobilização dos trabalhadores da CEDAE em aliança com a população fluminense. Junto a isso, é necessário lutar por uma CEADE 100% estatal, gerida pelos trabalhadores, com controle da população.

Abaixo a privatização da CEDAE, a CEDAE é do povo!

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