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ATAQUES ISRAELENSES EM GAZA | Governo de coalizão de Israel ordenou novo bombardeio na região da faixa de Gaza

Na manhã desta quarta-feira militares israelenses se pronunciaram dizendo que realizaram ataques aéreos na Faixa de Gaza, depois que autoridades disseram que o grupo militante Hamas havia enviado balões incendiários para o sul de Israel a partir de Gaza, na primeira erupção de hostilidades desde que uma guerra aérea de 11 dias entre Israel e o Hamas terminou no mês passado.

quarta-feira 16 de junho | Edição do dia

Foto: Mahmud Hams/AFP

Na manhã desta quarta-feira militares israelenses se pronunciaram dizendo que realizaram ataques aéreos na Faixa de Gaza, depois que autoridades disseram que o grupo militante Hamas havia enviado balões incendiários para o sul de Israel a partir de Gaza, na primeira erupção de hostilidades desde que uma guerra aérea de 11 dias entre Israel e o Hamas terminou no mês passado.

Noticiários palestinos disseram que uma das explosões causou muitos danos materiais, mas não houve relatos imediatos de vítimas em Gaza, que é uma faixa urbana densamente povoada.

O aumento das tensões foi o primeiro teste do atual governo de coalizão israelense, que está apenas três dias em seu mandato. Tudo começou quando o governo permitiu que uma marcha judaica de extrema-direita passasse por áreas palestinas de Jerusalém, mesmo com as objeções dos partidos árabes e de esquerda na coalizão, e com as ameaças de retaliação do grupo Hamas.

A cidade de Gaza mal começou a se recuperar dos ataques israelenses do mês passado, que mataram pelo menos 250 palestinos e danificaram mais de 16.000 casas na região. A reconstrução dos pontos atingidos ainda não recomeçou, e Israel e o Egito, que controlam o acesso a Gaza, ainda estão retendo a fundamental assistência financeira e material.

O novo primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, que foi empossado no último domingo, está sob tremenda pressão da direita para ser duro com o grupo Hamas, o problema é que palestinos que não fazem parte do grupo fundamentalista acabam pagando com suas vidas.

Saiba mais: Naftali Bennet, novo primeiro-ministro israelense é declaradamente contra o povo palestino

Para membros de direita e muitos centristas da aliança, incluindo Bennett, a marcha das bandeiras (a tal procissão que desencadeou as tensões) é uma questão de orgulho nacional: uma celebração de seu direito democrático de caminhar por áreas de Jerusalém capturadas por Israel durante a guerra árabe-israelense de 1967, que Israel agora considera parte de sua capital. Mas para os membros árabes e de esquerda da coalizão, foi um gesto provocativo. Ofende os palestinos, que não celebram a invasão de Jerusalém Oriental, que grande parte do mundo ainda considera ocupada, e que esperam que um dia forme a capital de um Estado palestino. Famílias palestinas que vivem na rota da marcha das bandeiras frequentemente trancam-se em suas casas para escapar do abuso e da violência dos israelenses.

Este ano, os palestinos sentiram que houve uma dupla provocação ao seu povo. O governo de coalizão de Israel decidiu permitir que os manifestantes passassem pelo Portão de Damasco, uma entrada proeminente para a Cidade Velha, e também permitiu que israelenses ocupassem uma praça adjacente que é central para a vida comunitária palestina em Jerusalém Oriental. A polícia manteve a praça fora dos limites para os palestinos durante grande parte do mês sagrado islâmico do Ramadã — uma decisão que ajudou a aumentar as tensões na cidade e que formaram o pano de fundo para a guerra de Gaza.

"Eles abrem para o seu povo e fecham para o meu", disse um palestino de 67 anos que vive perto da rota da marcha, deixando claro que há pouca diferença entre o novo governo de coalizão e o que ele substituiu.

Agitando bandeiras israelenses, manifestantes passaram pelo Portão de Damasco, muitos deles entoando provocações: "A nação de Israel está viva". Alguns manifestantes mais jovens podiam ser ouvidos gritando ameaças aos palestinos, incluindo: "Morte aos árabes!"

A polícia manteve uma forte presença, forçando os residentes palestinos a se afastarem da rota da marcha durante a maior parte da tarde, exceto para pessoas que possuem ou trabalham em lojas na área. Vários espectadores foram detidos por oficiais. Um homem palestino foi filmado sendo espancado por policiais enquanto limpavam a área para dar lugar aos manifestantes.

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