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Greve de rodoviários | Governo de SP recua e rodoviários conquistam reajuste 12,47%

Os rodoviários de São Paulo decidiram nesta quarta-feira (29) encerrar a greve. A greve impôs ao governo e ao Tribunal Regional do Trabalho do estado de São Paulo (TRT-SP) o reajuste de 12,47%, já acordado entre trabalhadores e empresas, e a garantiu a validade de um ano para as cláusulas sociais e econômicas do acordo coletivo. Entre os pontos garantidos, está o pagamento de 100% nas horas-extras.

quinta-feira 30 de junho | Edição do dia

Os rodoviários de São Paulo decidiram nesta quarta-feira (29) encerrar a greve. A greve impôs ao governo e ao Tribunal Regional do Trabalho do estado de São Paulo (TRT-SP) o reajuste de 12,47%, já acordado entre trabalhadores e empresas, e a garantiu a validade de um ano para as cláusulas sociais e econômicas do acordo coletivo. Entre os pontos garantidos, está o pagamento de 100% nas horas-extras. Questões como a hora de almoço remunerada e o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não foram contemplados na decisão. Mesmo com o julgamento do dissídio da categoria pelo Tribunal Regional do Trabalho do estado de São Paulo (TRT-SP), que considerou a greve abusiva.

Ao mesmo tempo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) se comprometeu com um aumento de subsídios para as empresas privadas. Só quem não perde são esses mega empresários, que têm seus lucros garantidos com o dinheiro público, ou seja, são sustentados com o dinheiro arrancado de toda a população, principalmente da classe trabalhadora, que mais paga impostos.

Isso é resultado de anos e mais anos de PSDB à frente do estado e da prefeitura, que também já teve conivência do próprio PT quando Haddad era prefeito. Oferecer subsídios ao setor privado, aumentar o valor das passagens para a população, e atacar cada vez mais o transporte público. Só no último ano, R$2,37 bilhões foram repassados para as mãos dos donos das empresas privadas. E agora eles pressionam por ainda mais.

Os trabalhadores devem confiar apenas nas suas próprias forças para vencer. Essa luta é a mesma luta de toda a população que sofre cotidianamente com a política de privatização dos governos, a nível nacional com Bolsonaro, e também em cada estado e município com prefeitos e governadores. Nessa batalha, não há como colocar nenhuma confiança na direção do SindMotoristas, da UGT e do presidente do sindicato, o deputado bolsonarista Noventa, recentemente cassado por abuso de poder econômico. Essa direção inúmeras vezes já traiu lutas, se colocou ao lado do patrão e rifou os direitos dos trabalhadores. Por isso, é necessário superar essa direção.

Confira o apoio de metroviários à greve: Todo apoio à greve de motoristas e cobradores de ônibus de SP contra a patronal e a prefeitura




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