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Imigrantes | Governo brasileiro deixa famílias venezuelanas dormirem nas ruas ao tentar entrar no país

Após mais de um ano com a fronteira Brasil-Venezuela fechada, o governo federal flexibiliza a entrada de migrantes venezuelano na cidade de Pacaraima, em Roraima. Nos últimos 20 dias da liberação para pessoas em situação de vulnerabilidade foram atendidos cerca de 800 venezuelanos por dia.

segunda-feira 26 de julho | Edição do dia

Foto: Caíque Rodrigues/G1 RR

Os imigrantes que chegam ao Brasil são atendidos no Posto da Operação Acolhida. Enquanto aguardam sua vez os venezuelanos aguardam em longas e demoradas filas, além de não terem locais adequados para dormirem, são famílias inteiras que dormem em pedaços de papelão nas ruas, com tudo que eles têm, as roupas de corpo e algumas malas.

Como já denunciamos aqui no Esquerda Diário, o bloqueio à fronteira com a Venezuela e a Bolívia foi mais uma das vezes que o imperialismo estadunidense colocou suas mãos na política nacional. Os migrantes que arriscam suas vidas atravessando a fronteira estão em situação de vulnerabilidade por conta do embargo aplicado pelo governo dos EUA, na época ainda com Trump à frente.

O governo Bolsonaro se embasou nas recomendações da Agência Nacional da Saúde (ANVISA) para barrar o acesso dos migrantes no ano passado, mas sabemos que o motivo real é a total submissão às vontades do governo ianque. De forma racista e xenofóbica os venezuelanos estavam impedidos de entrar no país enquanto os transporte de mercadoria estava liberado, escancarando o caráter reacionário desse governo, que coloca o lucro à frente da vida das pessoas.

Saiba mais: A submissão brasileira ao imperialismo ianque: o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela e Bolívia

A grande maioria dos imigrantes que chegam no Brasil, usam rotas clandestinas conhecidas como “trochas”, por não terem como pagar o transporte das rotas oficiais, entre os refugiados estão crianças e adolescentes desacompanhadas, idosos, pessoas com deficiência. Ao apostarem sua vida na travessia essas pessoas passam por mais um desafio, que é viver nas ruas de Pacaraima, expostos a todo tipo de insalubridade, como ao coronavírus, já que a maioria não possui máscaras.

Leia também: 2020 foi um ano mortal para os imigrantes, e não apenas pela Covid-19




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