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Refinaria Isaac Sabbá | Governo Bolsonaro vende refinaria da Petrobrás de Manaus a preço de banana

A Petrobrás assinou hoje, 25 de agosto, contrato de venda da refinaria REMAN, no estado do Amazonas, para a empresa Atem. O valor da venda foi uma bagatela para os parâmetros da empresa: U$ 28,4 milhões agora como caução e U$ 161,1 milhões a serem pagos no final. Governo Bolsonaro avança na rapina do patrimônio público brasileiro.

quarta-feira 25 de agosto | Edição do dia

Paulo Guedes, Bolsonaro e os militares estão fazendo a rapina no patrimônio público brasileiro. Depois de aprovarem a venda dos Correios na Câmara, vender inúmeras rodovias e aeroportos, a Cedae e outras empresas da Petrobrás, hoje foi a vez da refinaria REMAN (Refinaria Isaac Sabbá), localizada no estado de Manaus.

A empresa Ream Participações S.A., sócia da Atem Distribuidora de Petróleo S.A., arrematou a refinaria amazonense por míseros U$ 189,5 milhões, sendo U$ 28,4 a serem pagos agora e U$ 161,1 a serem pagos depois. A refinaria tem capacidade de processamento de 46 mil barris de petróleo por dia e seus ativos incluem um terminal de armazenamento. A empresa é capaz de produzir gasolina, gás de cozinha, diesel e querosene cuja venda diária bate a marca de milhões de reais. Os compradores certamente lucrarão horrores com esse arremate.

Se convertermos o total a ser pago para o real, o valor total da venda dá menos de R$ 1 bilhão, um valor que a refinaria consegue produzir em poucos anos mesmo com a atual política do Joaquim Luna e Silva, presidente da Petrobrás, que vem fazendo de tudo para vender distribuidoras e refinarias para grandes capitalistas.

Levando em conta os dados do anuário estatístico da Agência Nacional de Petróleo, de 2019, que dá conta que a REMAN conseguia transformar sua carga em 35,6% gasolina, 27,8% diesel, 9% queresone de aviação, 8% óleo combustível e 4% em gás de cozinha, e ignorando todos outros componentes produzidos, só desses produtos multiplicados pelo preço Petrobras atual (aproximadamente um valor por litro de R$2,79 para gasolina, 2,81 para diesel, 3,30 para queresone, 1,80 para gás de cozinha e 3,37 para o óleo de bunker) teriamos um potencial de faturamento diário de R$17,759 milhões, para um custo em petróleo de R$16,578 milhões, gerando um lucro diário de até R$1,181 milhão por dia. Ou seja, a entrada de 28 milhões de dólares (R$150 milhões) seria paga em menos de 150 dias e o contrato global seria pago em menos de dois anos, se não considerarmos custos de manutenção e mão de obra, que evidentemente a privatizada tentará que se aproximem o máximo possível de zero. Eis um negócio lucrativo. O comprador herda o monopólio da região norte e em pouco menos de dois anos já começa a embolsar R$ 1milhão por dia!

Ao final de julho, o governo Bolsonaro conseguiu vender também a Gaspetro, aumentando o domínio da Shell e suas parceiras do agronegócio.

Dessa forma os grandes capitalistas vão ampliando e garantindo seus lucros enquanto a maioria da população amarga no desemprego, nos altíssimos preços nos combustíveis e nos alimentos.




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