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Justiça por Galdino | Governo Bolsonaro promoveu assassino de Galdino Pataxó enquanto indígenas lutam pela vida

Gutemberg e outros quatro amigos da alta sociedade de Brasília atearam fogo em Galdino Jesus dos Santos na madrugada de 20 de abril de 1997. Galdino era liderança indígena da etnia Pataxó hãhãhãe e estava em Brasília para lutar pelo seu território ameaçado por fazendeiros no sul da Bahia. 24 anos depois todos os condenados pelo brutal assassinato ocupam cargos públicos em Brasília, Gutemberg, hoje policial rodoviário federal, não havia recebido promoção até o governo Bolsonaro.

terça-feira 31 de agosto | Edição do dia

Foto: Dalton Yatabe (Chun)

Tomás Almeida, Eron Chaves, Antônio Novely e Max Rogério Alvez ocupam respectivamente os cargos de técnico legislativo do Senado Federal, agente do Detran-DF, servidor da Secretaria da Saúde do DF e analista judiciário da Corte Distrital. Todos recebem salários acima de 15 reais por mês. Por serem de famílias abastadas e tendo como advogado o atual governador do DF eleito com apoio de Bolsonaro, Ibanéis Rocha (MDB) na época presidente da OAB-DF, foram agraciados com o benefício de liberdade assistida, após cumprirem pouco tempo em regime fechado.

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A justiça no regime burguês é a justiça dos ricos, a família de Galdino Pataxó segue ainda mais ameaçada agora com o julgamento da tese do marco temporal pelo STF que adiou a seção por se enfrentar com mais de 10 mil indígenas de 140 etnias acampados em Brasília para defender seus territórios e suas demarcações. Lutar por justiça por Galdino significa lutar contra todo o regime político que ataca o conjunto da classe trabalhadora e os povos indígenas. Não se pode depositar nenhuma confiança nem no sistema judiciário, nem no Congresso Nacional ou no executivo do governo Bolsonaro que junto dos militares estão todos unidos para avançar com medidas que descarregam a crise sobre a nossa classe e querem impor miséria e mais mortes aos povos originários.

É preciso unificar trabalhadores, indígenas e juventude para impor que as direções das grandes centrais sindicais, como CUT-PT e CTB-PCdoB, organizem assembleias para a construção de uma grande greve geral no país. Pois somente uma forte greve geral será capaz de derrubar Bolsonaro, Mourão e colocar os rumos do país nas mãos do povo que pode impor pela luta uma Constituinte Livre e Soberana. Nesse processo constituinte imposto pela luta de classes é possível revogar todas as reformas e medidas de austeridade do regime do golpe e impor verdadeira justiça dos de baixo.

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