Sociedade

PRIVATIZANDO AS FLORESTAS

Governo Bolsonaro impõe privatização de duas reservas ambientais no RS

Paulo Guedes encaminhou projeto privatista de duas reservas ambientais no Rio Grande do Sul. Sob o Programa de Parcerias e Investimos (PPI), o governo Bolsonaro pretende privatizar as florestas nacionais de Canela e São Francisco de Paula.

sexta-feira 30 de abril| Edição do dia

A concessão planejada é de que, ao todo, por 30 anos essas áreas de proteção ambiental fiquem nas mãos de capitalistas. Como de costume, os neoliberais estão prometendo modernização e investimento, como consta no próprio site do governo.

Contudo, as privatizações que ocorrem e ocorreram por todo país sempre precarizaram a infraestrutura e serviços, para obtenção de maiores lucros dos proprietários. O exemplo da Vale em Brumadinho e o apagão no Amapá são dois exemplos gráficos do que significa a entrega do patrimônio público aos capitalistas.

Ambas reservas são parte da Mata Atlântica, o ecossistema mais devastado do Brasil. Com uma área de 1.606 ha, a Floresta Nacional de São Francisco de Paula é considerada uma região “altíssima” prioridade para a conservação, segundo o Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (MMA, 2001). A Floresta Nacional de Canela se localiza num território de 405,0 hectares.

A privatização dessas reservas ambientais pode intensificar no RS os processos de desmatamento ilegal e ocupação de terra por grileiros que ocorrem por todo Brasil, servindo, em última instância, aos interesses dos grandes latifundiários da soja do Estado.

O território é reivindicado pelos povos originários da região, que se organizam no movimento Retomadas Kaingang e Xokleng, que protestaram contra a privatização da reserva.




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