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Privatização | Governo Bolsonaro entrega 59 blocos de exploração de petróleo a gigantes imperialistas

Foram 59 blocos em seis bacias leiloados para 13 empresas privadas, entre elas as gigantes e imperialistas Shell e Total, no oitavo leilão em três anos organizado pela ANP. Frente ao aumento absurdo dos combustíveis, a crescente privatização apenas coloca os preços nas mãos do mercado financeiro e submetidos aos interesses dos grandes empresários.

sexta-feira 15 de abril | Edição do dia

Imagem: Tania Regô/Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou a sessão pública do 3º Ciclo de Oferta Permanente de blocos de exploração e produção de petróleo e gás natural no último dia 13, onde 59 blocos em seis bacias foram vendidos para empresas privadas, entre elas as gigantes e imperialistas Shell e Total.

Frente ao aumento absurdo dos combustíveis e o seu efeito na vida da classe trabalhadora, como o consequente aumento no gás de cozinha, a venda de blocos apenas coloca os preços nas mãos do mercado financeiro e submetidos aos interesses dos grandes empresários.

- Redução dos preços já! Por uma Petrobras 100% estatal, sob gestão operária e controle popular

No caminho da privatização, esse já é o oitavo leilão em três anos e que, juntos, somam mais de R$620 bilhões em transações. Os três ciclos de oferta permanente, que ocorreram em setembro de 2019, dezembro de 2020 e agora em abril de 2022, são realizados sob regime de concessão e já foram arrematados mais de 100 blocos. Desde o fim do ano passado é permitido que blocos de pré-sal e de áreas estratégicas sejam incluídos na oferta permanente sob regime de partilha.

O último leilão contabilizou R$422 milhões em bônus de assinatura e as bacias foram divididas entre 13 empresas: Total Energies, Shell Brasil, Ecopetrol, CE Engenharia, Imetame, Seacrest, Newo, ENP Ecossistemas, Petroborn, NTF, Origem, Petro-Victory e 3R Petroleum.

Foram leiloados 14 setores de blocos localizados em sete bacias: Santos, Pelotas, Espírito Santo, Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas e Tucano. A Oferta Permanente inclui campos devolvidos ou em processo de devolução, blocos não arrematados em leilões anteriores e novos blocos em bacias terrestres em estudo na ANP.

É necessário defender uma Petrobras 100% estatal, sob gestão dos petroleiros e controle dos usuários, para arrancar o controle do preço dos combustíveis das mãos das empresas privadas interessadas apenas em seus lucros.

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