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Saúde | Gigantes farmacêuticas ganharão meio trilhão de reais com vacinas, enquanto não quebram patentes

Empresários do setor farmacêutico seguem se recusando a salvar vidas mantendo as proibições de quebra de patentes. Prevê-se que em 2022 multinacionais do setor de saúde devem somar receita de R$ 460 bilhões só com a venda de vacinas contra o covid.

sexta-feira 21 de janeiro | Edição do dia

A quebra das patentes foi assunto quente durante a pandemia, chegando a ser debatida na OMC em 2020, quando 100 países demandaram a liberação das patentes. O imperialismo dos EUA e da União Europeia, incluindo os partidos espanhóis PSOE (esse reivindicado por grande parte da esquerda e progressismo brasileiro) e UP, se opuseram. Hoje mais de 40% da população mundial ainda não recebeu nem a primeira dose do imunizante. O dado fica mais alarmante quando olhamos os números de países como a República Democrática do Congo, onde o índice é de 0,1% de população vacinada, na Nigéria 2,2%, e em Camarões com 2,5%.

Como advertiram milhares de virologistas e cientistas, a ausência de uma estratégia de imunização global, condena a toda a humanidade a estender a pandemia, dada a multiplicação de possibilidades para a emergência de novas mutações de coronavírus. A nova variante, ômicron, que vem ampliando os casos no mundo todo é o melhor exemplo. Na quarta-feira, 19, foi registrado o recorde mundial de casos em 24 horas, um total de 3,79 milhões. O Brasil registrou 324 mortes em 24 horas pela Covid-19 na quinta-feira, 20. A média móvel de mortes dos últimos 7 dias vem aumentando também, totalizando o número de 235 – a maior média registrada desde o dia 17 de novembro.

Que a burguesia não tem interesse no bem-estar da humanidade não é novidade a ninguém, porém o agravamento da crise capitalista escancara o caráter criminoso e irracional desse sistema. A recusa na liberação das patentes para a manutenção e aumento do lucro dos capitalistas é diretamente responsável pelas mortes que seguem acontecendo e pela emergência de novas variantes. A solução lógica é a quebra das patentes e produção das vacinas sob controle dos trabalhadores.




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