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Garis são essenciais mas não recebem vacina de Eduardo Paes, 3 morreram em uma semana

Os trabalhadores da COMLURB são considerados essenciais, e com isso não foram incluídos no feriadão de 10 dias Eduardo Paes. Porém, ao mesmo tempo, Paes não os coloca em nenhuma lista de vacinação. Foram 2 garis e 1 Vigia mortos só no período de uma semana, segundo denúncias da categoria.

domingo 28 de março| Edição do dia

Os trabalhadores da COMLURB são considerados essenciais, e com isso não foram incluídos no feriadão de 10 dias Eduardo Paes. Porém, ao mesmo tempo em que os considera essenciais, Paes não os coloca em nenhuma lista de vacinação.

Foram 2 garis e 1 Vigia mortos só no período de uma semana, segundo denúncias da categoria. A Comlurb se nega admitir que foi covid-19, porque ao mesmo tempo está pressionando trabalhadores do grupo de risco para voltar ao trabalho.

Os garis e trabalhadores da Comlurb em geral estão expostos diretamente ao vírus, fazendo um trabalho essencial no combate à covid-19, com a limpeza urbana para evitar a propagação do vírus, e com mutirões de sanitização em áreas mais expostas, em comunidades e áreas de muita circulação ou desatendidas pela rede pública de saúde. Ao mesmo tempo que se expõe, fazendo este trabalho que é essencial, deveriam ter garantias de segurança no trabalho, já que estão se expondo diretamente ao contágio.

Eduardo Paes não dá vacina a grupos de trabalhadores essenciais, além de fazer um feriadão bem contraditório, no qual templos religiosos podem abrir por exemplo, entre outras atividades que não tem nada de essencial.

A política de Paes contra a pandemia é meramente demagogia, culpa a população pelo aumento de números dizendo que o problema é a praia, ou o carnaval que sequer ocorreu, enquanto que contribui diretamente com o contágio através da manutenção de BRTs, Metros e Ônibus lotados, de responsabilidade direta da prefeitura.

Depois dos trabalhadores da Saúde, trabalhadores de setores essenciais como transportes, limpeza urbana, entrega, supermercados, deveriam todos entrar na lista de grupos que deveriam ser vacinados. A verdade é que estes governantes não querem vacinar o trabalhador porque querem que viajemos do trabalho direto para casa, preferem descer medidas de redução de circulação nas ruas pois a verdade é que sabem que são responsáveis, de Eduardo Paes a Bolsonaro, pelos recordes de contaminações, com 3,6 mil mortes em um só dia.

Os trabalhadores são essenciais porque são eles quem fazem tudo funcionar, a resposta para essa pandemia poderia ser dada à partir de sua organização nos locais de trabalho, colocando para funcionar fábricas para atender a demanda de oxigênio e insumos nos hospitais, ao invés das demandas de lucro das patronais. Assim, também as vacinas poderia ser produzidas em massa através da quebra de patentes da indústria farmacêutica, que vê nossas mortes com mera fonte de lucro.

Leia mais: Entre recordes de mortes por Covid, de desemprego e de ataques: só nossa classe pode impor uma saída de emergência

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