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TRABALHADORES ESSENCIAIS | Garis e faxineiras são 62% dos internados na Grande BH

Levantamento realizado na região de BH é apenas um retrato, um recorte de uma realidade perversa que percorre todo o país. As estatísticas gritam que são os trabalhadores essenciais mais precários, a maioria mulheres e negros, os mais atingidos pela pandemia.

terça-feira 13 de abril | Edição do dia

Imagem: Rogério Rocha de Souza / Empresa Mais Verde

O levantamento realizado pelo jornal Estado de Minas aponta que, na Grande BH, cerca de 62% das internações são de trabalhadores da limpeza.

Quando se trata de casos mais graves, em que os pacientes estão sedados, intubados ou em respiração artificial, cerca de 70% são entre trabalhadores da limpeza, empregadas domésticas e entregadores, conforme gráfico a seguir:

Esses números são da Grande BH mas poderiam ser de quaisquer das regiões metropolitanas do país. São a síntese do trabalho precário e terceirizado, um batalhão formado em sua maioria por mulheres e negros, em setores que são essenciais no combate à pandemia mas que não tem direito a EPIs e condições seguras de trabalho, que tem que trabalhar mesmo quando estão com sintomas pois o medo de perder o emprego é maior.

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São a síntese do cotidiano de ônibus, trem e metrô lotado que, por sua vez, aumenta também o risco de contágio para os trabalhadores dos transportes.

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São a síntese de um governo que menos usou verbas para a saúde, como o de Romeu Zema em Minas Gerais, ou então da demagogia dos governadores como Doria que decidem reabrir as escolas em meio ao maior pico de mortes e agravamento da pandemia.

São a síntese da política genocida do governo Bolsonaro, ovacionada por grandes empresários e banqueiros, que aumenta para 11 o número de bilionários no país enquanto deixa mais da metade da população na insegurança se vão ter ou não a próxima refeição, com 19 milhões de pessoas passando fome diretamente.

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