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Crime ambiental | Garimpeiros pagam propina em ouro para prefeitura no interior do Amazonas

Investigação aponta que garimpeiros pagavam a propina em ouro e dinheiro dentro da secretaria do Meio Ambiente da cidade.

quarta-feira 20 de julho | Edição do dia

Foi descoberto nesta quarta (20) que garimpeiros pagaram propina no interior da secretaria municipal do Meio Ambiente na cidade Jutaí, no Amazonas para manterem realizando essa atividade de forma ilegal na região. A investigação está sendo realizada pela Polícia Federal que descobriu que alguns garimpeiros queriam pagar a propina diretamente ao prefeito Pedro Macario Barboza, enquanto outros destinavam o pagamento à secretaria de Meio Ambiente.

A propina era paga em ouro ou em dinheiro. De acordo com o site do G1, a irmã do prefeito foi presa em flagrante, na manhã desta quarta, por estar de posse de ouro e R$ 40mil em dinheiro. O prefeito de Jutaí, Pedro Macario Barboza, que é do PDT de Ciro Gomes, foi afastado por decisão da Justiça enquanto o caso é investigado.

Em novembro do ano passado, o prefeito já havia sido preso pela polícia com 200 gramas de ouro no aeroporto de Tefé(AM) quando tentava embarcar com o destino a Manaus.

Esse é um caso de corrupção absurdo que abre o caminho para que garimpeiros assassinos de indígenas continuem destruindo o meio ambiente da região em favor dos lucros da mineração. O garimpo ilegal mais que duplicou nos últimos anos durante o governo Bolsonaro, que sempre defendeu essa atividade e fez de tudo para acabar com as fiscalizações e facilitar o garimpo.

Veja também: No Brasil de Bolsonaro a violência na região Amazônica cresce 38% acima da média do país

Durante os últimos meses denúncias de crimes cometidos pelo o garimpo vieram à tona. Indígenas denunciaram que os garimpeiros estavam assediando e estuprando mulheres e crianças yanomamis em troca de comida. Também denunciaram sequestro e assassinato de bebes e entre outros fatos brutais. O caso que também chocou o mundo todos foi o assassinato de Dom e Bruno que investigavam o garimpo ilegal na região amazônica. Morte essa que é um marco da impunidade do estado sob governo Bolsonaro e toda as regalias que recebem os empresários, mineradores, e dono do agronegócio que lucram com as mãos sujas de sangue.




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