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CPI DA COVID

"Gabinete paralelo" da pandemia teria 300 integrantes, diz Arthur Weintraub

Detalhes desta organização foram levantados em lives entre o ex-assessor de Bolsonaro e o médico Luciano Dias Azevedo no site Youtube.

quinta-feira 3 de junho| Edição do dia

IMAGEM: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

O ex-assessor da Presidência Arthur Weintraub revelou uma série de detalhes em lives sobre um grupo paralelo de pessoas que vem assessorando o governo de Bolsonaro em relação a pandemia no Brasil. Este "gabinete paralelo", ainda que em nenhum momento das lives, Weintraub utiliza tal termo, poderia ter cerca de 300 pessoas, segundo o mesmo.

Essas informações foram reveladas em pelo menos duas lives entre o ex-assessor e o médico anestesista Luciano Dias Azevedo, por dentro do próprio canal de Weintraub no site Youtube. No macro do país mais de 455 mil mortes por covid-19 e pelo fato do próprio governo estar sendo investigado em relação ao seu desempenho durante a crise pandêmica, uma das linhas investigativas da CPI da Covid envolve aprofundar mais sobre a existência e o papel que cumpriria este órgão paralelo no que diz respeito ao combate e o tratamento da pandemia, que o próprio Weintraub é apontado como o principal idealizador,

Em uma das lives, Weintraub revela a existência deste grupo, junto outras diversas figuras como Nise Yamaguchi, que recentemente prestou depoimento à CPI, além de Paulo Zanotto (virologista), Anthony Wong (pediatra, morto em janeiro), Roberto Zeballos (imunologista) e Ricardo Zimmermann (infectologista).

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Além disso, o mesmo colocou que este grupo buscava aconselhar o governo diretamente no que diz respeito a "soluções" em relação a crise pandêmica. Por conta deste envolvimento neste suposto gabinete paralelo, o ex-assessor que já não faz mais parte do governo desde Setembro de 2020, também está na mira da CPI da Covid.

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