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DF: Ataque à cultura | GDF ameaça extinguir o Programa Jovem de Expressão da Ceilândia-DF

Fundado em um antigo posto de polícia abandonado, o projeto popular Jovem de Expressão é a única galeria de arte periférica da maior cidade do Distrito Federal e corre risco de extinção por pressão reacionária da Administração Regional. Os organizadores do projeto divulgam nota da assembleia de discussão, página de abaixo assinado e petição de apoio público

sexta-feira 15 de outubro | Edição do dia

O Galpão Cultural Jovem de Expressão existe na Ceilândia já faz 14 anos. Há 11 ocupa a Praça do Cidadão da CEI norte. Trata-se de um projeto popular que atende uma média de 42 mil pessoas por ano com ações em prol da comunidade e juventude do DF realizadas por professores, estudantes e artistas locais que impulsionam a única Galeria de Arte Periférica de Ceilândia.

O galpão se mostra ainda mais audacioso por funcionar no espaço de uma antiga delegacia de polícia abandonada e posteriormente revitalizada pelos voluntários para o agito cultural e educacional. Como reforçam os organizadores, atualmente as atividades do programa é realizado num “espaço com 116 metros [que] abriga sala de dança, teatro de bolso, estúdio audiovisual, a galeria de arte Risofloras, espaço para palestras, aulas [...] e várias outras atividades que promovem saúde mental e corporal para a população e transformam realidades a partir do uso saudável do espaço público”.

Segundo o ativista local Max Maciel, existe repressão constante por parte de grupos reacionários contra a iniciativa popular: “primeiro tentam nos criminalizar, com policiais disfarçados espalhados pela Praça todos os dias. Depois compartilham fake news sobre o projeto”.

Os organizadores do projeto divulgaram nota informando um abaixo-assinado para conseguir apoio coletivo de todas as regiões e também convocam a população local para uma assembleia³ pública. Na Praça do Cidadão, ocorrerá no dia 15/10 às 17h o debate pela permanência do programa.

O sufocamento de centros de apoio à cultura negra, trabalhadora e periférica são parte do legado racista de Brasília, uma cidade construída com trabalho semi-escravo, nordestino e negro - esses que depois foram expulsos para bem longe, como é a história da Comissão de Erradicação de Invasões (sigla que deu origem à Ceilândia) na ditadura militar. E se não bastasse isso, agora querem destruir seu centro cultural.

Essa é a herança racista da burguesia brasileira que construiu Brasília sob sangue e suor negro, encarnada hoje no milionário Ibaneis, em Bolsonaro, Mourão, nos militares, mas também no conjunto desse regime político podre, fruto do golpe institucional de 2016, que passa os ataques à classe operária e rouba o futuro da juventude periférica com trabalho precário e fome.

O Esquerda Diário presta apoio à comunidade da Ceilândia e de toda a periferia do Distrito Federal e entorno. O Jovem de Expressão fica!




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