Política

Fux não quer Kassio Nunes como relator do inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

Foi definido ontem (21) pelo presidente do STF, o ministro Fux, quem será o relator do inquérito que investiga Bolsonaro por interferência na PF.

quinta-feira 22 de outubro| Edição do dia

Luiz Fux, presidente do STF (Foto: Carlos Moura/STF)

Por decisão feita pelo Presidente do STF, o Ministro Luiz Fux, o sucessor de Celso de Mello. Kassio Nunes Marques, não herdará o relatoria do inquérito sobre interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF). A função agora estará nas mãos de Alexandre de Morais.

Segundo informações da Agência Estado, Fux iría deixar a relatoria para o sucessor de Celso de Mello, mas mudou de ideia.

Kassio Marques foi sabatinado no Senado hoje, e apesar de não ser o "ministro terrivelmente evangélico" que Bolsonaro havia prometido, o católico postulante a ministro recheou suas falas com trechos da Bíblia e diz que indicação para a vaga seria um "chamado".

Pode interessar: PT deve apoiar por unanimidade nomeação de Kassio Nunes, indicado por Bolsonaro.

Segundo Fux, a medida atenderia a defesa de Sérgio Moro, ex-ministro que saiu do Governo denunciando uma tentativa de interferência na PF de Bolsonaro para blindar seus filhos.

O Planalto não ficou feliz com a decisão e esperava que a relatoria ficasse com seu indicado para a vaga de Celso de Mello no STF.

Fux, que é conhecido por votar muitas vezes a favor da Lava-Jato, mais uma vez votou nesse sentido.

No entanto, a decisão de Fux não pode ser vista como um ato de "oposição" ao governo. Se por um lado o inquérito volta a ser tratado no STF, o cenário é de pacto entre Bolsonaro e todos os poderes institucionais para que se aprovem ataques contra a classe trabalhadora. Esse pacto é a base de sustentação desse regime golpista.

Veja aqui: O abraço do regime golpista e a necessária nova Constituinte.




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