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Desaparecidos na Amazônia | Funai de Bolsonaro ataca União de Povos Indígenas por denunciar desaparecimento na Amazônia

Funai e Bolsonaro atacam a Univaja com a desculpa de que Bruno Pereira e Dom Philips tiveram contato com povos indígenas isolados, mas que na realidade é para atacar os povos originários e quem se coloca em defesa de seus direitos. Aparição de Bruno e Dom com vida já!

sábado 11 de junho | Edição do dia

A Funai (Fundação Nacional do Índio) de Bolsonaro divulgou ontem, 10 de Junho, que irá acionar o Ministério Público Federal (MPF) contra a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) para apurar uma "possível aproximação" de Bruno Pereira e Dom Phillips, desaparecidos desde domingo, 5 de Junho, com povos indígenas sem autorização prévia do órgão e sem adoção de protocolos sanitários contra a covid-19.

Isso é um ataque importante à organização dos povos originários por parte da Funai e de Bolsonaro. Bolsonaro fez uma declaração absurda aos desaparecidos, dizendo que "é uma aventura que não é recomendável que se faça", culpando os dois por estarem lá em busca de denunciar operações ilegais na região, como garimpo e invasores de terras indígenas.

Não somente um ataque, mas também uma falácia por parte de Bolsonaro e da Funai, que deixaram milhares de indígenas relegados à contaminação da covid, com centenas de mortes nas aldeias, por falta de testes e de medidas básicas, como máscaras. Esse argumento que utilizam, na realidade, é uma maneira de perseguir e punir uma união de povos originários que fazem parte de denunciar a condição de guerra que se encontram diversos povos no Brasil, como também podemos ver pela situação dos Yanomamis e suas batalhas contra os garimpeiros em Roraima.

Em declaração, entidades indígenas da região, como a Univaja, afirmam que a Terra Indígena Vale do Javari vem sendo constantemente invadida por madeireiros, pescadores ilegais e pelo narcotráfico internacional.

É urgente e necessário ampliar a campanha democrática e internacional pelo aparecimento com vida do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

Assim como é necessário unificar trabalhadores, juventude e povos originários, que vem se mobilizando contra os ataques de Bolsonaro, do Congresso e do STF, como o Marco Temporal, o PL 490 e o PL 191, que permite a liberação irrestrita de mineração em terras indígenas, também contra as reformas e as privatizações.




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