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Devastação ambiental | Fraudando licença, bilionários do garimpo devastaram quase 200 hectares no Pará

192 hectares de mata foram devastados em locais explorados irregularmente por um grupo de empresários que, em busca de seus lucros, promovem uma destruição irracional do ecossistema da região.

segunda-feira 11 de julho | Edição do dia

Com uma licença que permitia apenas fazer pesquisa, empresários teriam extraído ouro ilegalmente e devastado extensa área de floresta no Norte do país. Conforme mostrou reportagem da Folha, um dos suspeitos é Márcio Macedo Sobrinho, sócio da Gana Gold, empresa de mineração que realizava minerações ilegais em diferentes regiões do Norte do país, causando uma grande devastação ambiental. É estimado que as empresas de mineração ligadas ao empresário podem ter movimentado até R$16 bilhões entre 2019 e 2021.

A apuração aponta que o grupo não contava com autorização de lavra para realizar a atividade exploratória em uma área vinculada ao município de Itaituba (PA). Desde 2016, a empresa Gana Gold tem extraído 33 vezes mais minérios do que o estimado segundo a área que seria autorizada a extrair. Ainda, segundo as investigações, os empresários têm relação com o crime organizado da região para garantia da exploração.

Ainda, o empresário esbanjava os lucros da exploração com uma vida de luxo, com festas privadas regidas a famosas duplas sertanejas e com movimentações bancárias a nível de milhões, isto à custa da destruição do meio ambiente de regiões inteiras.

As imagens a seguir demonstram o nível da devastação. Nas áreas foram construídos estruturas para a exploração dos locais, além de demonstrarem a existência de um lago de rejeitos que causam um tremendo impacto ao ecossistema da região

É estimado em R$300 milhões o impacto ambiental causado pela atuação do grupo suspeito na região de Itaituba, considerando o desmatamento, assoreamento de cursos d’água e contaminação por mercúrio.

Não podemos confiar que sob o controle da Polícia Federal, a mesma que fez uma câmara de gás à luz do dia para assassinar Genivaldo, os culpados de crimes ambientais como esse possam ser responsabilizados. Bolsonaro, os militares e seu governo, com os deputados da bancada ruralista e a boiada de Ricardo Salles, que foi cria de Geraldo Alckmin, assim como as demais instituições desse regime e o Estado sustentam a destruição capitalista do meio ambiente: eles são cúmplices da devastação ambiental, dos assassinatos de indígenas e daqueles que os apoiam.

Não existe a possibilidade da existência de um capitalismo verde, enquanto o que rege o mundo for a lógica do lucro. Somente com a força da mobilização da classe trabalhadora, aliada aos indígenas e todos os setores explorados e oprimidos é que conseguiremos impor justiça, enfrentar a destruição da Amazônia e abrir um caminho para o desenvolvimento sustentável de conjunto com desenvolvimento científico que se coloque a favor das necessidades do conjunto da população e não da ganância dos capitalistas.




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