ELEIÇÕES 2020

Fracasso monumental: candidatos bolsonaristas passam vergonha nas eleições

Bolsonaro pode ter apagado as postagens, a internet não esquece: nas principais prefeituras do país, objeto de disputa de todos os setores do regime, seu apoio na realidade virou uma maldição, da qual os candidatos não conseguiram se livrar, e, muito diferente de 2018, ficaram na lanterna das eleições de 2020.

segunda-feira 16 de novembro| Edição do dia

Depois de ter perdido seu mais importante apoio, por quem Bolsonaro já declarou seu amor, o ultra reacionário Donald Trump, parece que a humilhação não acabou: todos os candidatos apoiados pelo presidente fracassaram miseravelmente nessas eleições.

Nas principais prefeituras do país, objeto de disputa de todos os setores do regime, seu apoio na realidade virou uma maldição, da qual os candidatos não conseguiram se livrar, e, muito diferente de 2018, ficaram na lanterna das eleições de 2020.

Apesar de Bolsonaro ter apagado hoje as postagens em apoio, a internet e nem nós iremos esquecer. Veja abaixo os maiores fracassos de Bolsonaro e seus aliados abaixo:

Celso Russomano (Republicanos), em SP: mais uma derrota eleitoral e já pode pedir música.

Comecemos pela medalha “fracasso de ouro”: o misógino, que humilha trabalhadores, Celso Russomanno. Parece que esta é a sua sina: começar as eleições com tudo, apresentando até um certo “destaque” nas pesquisas eleitorais, e no final se mostrar como um verdadeiro fracasso.

Na eleição anterior, Russomanno teve a brilhante ideia de cobrar a passagem do transporte coletivo por quilometragem rodada, o que claramente faria com que os mais pobres, que moram muito mais longe dos locais de trabalho, gastassem muito mais. Não precisamos dizer o que aconteceu.

Dessa vez, ele não teve nenhum plano genial, na verdade apostou todas as fichas no apoio de Bolsonaro, achando que seria uma dádiva, e na realidade se mostrou um verdadeiro presente de grego: Russomano na última pesquisa eleitoral teve 13% das intenções de voto, atrás de Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB).

Por fim, Russomanno conseguiu garantir 10,5% dos votos em São Paulo, ficando em 4º lugar, sem provar o gosto do segundo turno.

Joice Hasselmann (PSL) e Mamãe Falei (DEM)

Fica difícil levarmos a sério esses dois candidatos, que ainda que tenham buscado se “diferenciar” de bolsonaro, disputavam sua base diretamente. Entretanto, o jovem autoproclamado “catador de recicláveis” chamado de mamãe falei, o que já de imediato não podemos levar a sério, e a deputada Joice Hasselman, eleita pela “onda bolsonarista” de 2018, e que no primeiro debate disse que ia “pessoalmente fiscalizar os ônibus” para lutar contra a máfia dos transportes, amargaram 6% e 3% dos votos, respectivamente.

O resultado final apenas comprovou o fracasso da extrema-direita: Mamãe Falei finalizou com 9,78% de votos e Joice Hasselman com 1,84% de votos.

Bruno Engler (PRTB) - Belo Horizonte (MG)

Conservador de carteirinha, defensor do que há de mais reacionário, Bruno Engler foi a “escolha” de Bolsonaro na capital mineira.

Em entrevista, Bruno disse: “A gente tem um alinhamento total, a prefeitura de Belo Horizonte vai ser parceira da União e essa parceria vai trazer muitas oportunidades de crescimento”, disse.

Ao votar, Bruno vestiu a camisa com rosto de Bolsonaro, que também poderá servir de lenço para secar as lágrimas pela derrota.

Bruno finalizou as eleições com 9,95% dos votos, perdendo no primeiro turno apesar do segundo lugar.

Porto Alegre e Florianópolis: dois fracassos em uma paulada só


Da esquerda para direita, Valter Nagelstein (PSB), Gustavo Paim (PP), Hélio Barros (Patriota) e Alexandre Brasil (PRTB)

Situação dramática para Bolsonaro e seus aliados na últimas posições da disputa eleitoral da capital do estado de Porto Alegre: Valter Nagelstein (PSD) e Gustavo Paim (PP), aliados de Bolsonaro, disputam o vazio. Nem mesmo com duas tentativas foi possível Bolsonaro emplacar um aliado no Sul, que inclusive neste ano protagonizou importantes manifestações contra seu governo.

A mesma situação se repetiu em Florianópolis: Hélio Barros (Patriota) e Alexandre Brasil (PRTB), que se ligaram ao presidente Bolsonaro, foram muito mal no pleito municipal.

Em ambos lugares o cenário do fracasso bolsonarista se consolidou: Valter Nagelstein (PSD) com 3,10%, Gustavo Paim (PP) com 1,24%, Hélio Bairros (Patriota) com 0,48% e Alexandre Brasil (PRTB) com 2,96%.

Capitão Assumção (Patriotas) - Vitória (ES)

Nem mesmo com todo esforço do Capitão representante de Bolsonaro foi possível sonhar com a chegada na prefeitura: na última pesquisa eleitoral, o bolsonarista batia gloriosos 6% de intenções de votos. Por fim, o fracasso do capitão se mostrou real: Assumção finaliza com 7,22% de votos.

Coronel Feitosa (PSC) e Carlos (PSL) - Recife

Em Recife o fracasso absoluto se repetiu: próximos às últimas posições nas pesquisas durante toda a corrida estiveram os bolsonaristas Coronel Feitosa e Carlos, este último do partido que elegeu Bolsonaro e o militar pelo partido ligado a igrejas evangélicas. Ao final, ambos finalizaram com 1,18% e 1,74% dos votos respectivamente.

Em Manaus (AM), Bolsonaro havia apoiado dois candidatos militares, Coronel Menezes (Patriota) e Capitão Alberto Neto (Republicanos), ambos muito longe do segundo turno. Respectivamente, ficaram com 11,32% e 7,82%.

Assim, vemos como resultado um fracasso generalizado do bolsonarismo nas eleições, em que o apoio do presidente se tornou uma âncora para os candidatos. Após as derrotas amargadas no Chile, Bolívia e EUA, após as apurações deste domingo Bolsonaro vai sentir o baque de uma derrota em casa. O baixo capital político de Bolsonaro como cabo eleitoral tende a enfraquecê-lo, algo que ficou evidente quando tentou apagar suas postagens de apoio a Russomanno e Crivella.




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