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Minas Gerais | Fortalecer a greve da educação contra o autoritarismo do judiciário e o arrocho salarial do governo Zema!

Um desembargador julgou a greve da educação em Minas Gerais ilegal, e ameaça o sindicato com multa, a pedido do governo Zema. É uma ação reativa da justiça frente à força de nossa greve. Enquanto isso, a mesma justiça segue cúmplice do governo, que descumpre a lei do piso nacional e estadual. O sindicato recorrerá da decisão e afirma que não há risco de corte de ponto. É preciso fortalecer a greve para derrotar o arrocho salarial do governo Zema e o autoritarismo do judiciário.

quinta-feira 10 de março | Edição do dia

Foto: Vanuza Lopes, SindUTE/MG.

Após forte assembleia de trabalhadores da educação da rede estadual de educação realizada na ALMG nesta terça-feira (8), que deflagrou a greve a partir de ontem (9), a Justiça reagiu arbitrariamente em favor do governo de Romeu Zema (NOVO) e contra os trabalhadores da educação.

O desembargador Raimundo Messias Júnior, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a pedido da Advocacia Geral do Estado, concedeu tutela de urgência e determinou a suspensão da greve dos servidores da educação e o retorno imediato ao trabalho, sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00, em intimação ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Minas Gerais (SIND-UTE/MG).

O SIND-UTE já informou em nota que está recorrendo contra esse ataque reativo do governo Zema e da Justiça frente à forte greve da educação e que as decisões e calendário da última assembleia permanecem em pleno vigor. O sindicato informou também aos professores que essa medida não gera risco de corte de ponto.

Essa resposta rápida da Justiça contra o direito de greve, garantido a todos os trabalhadores na Constituição Federal, entra em contraste gritante com o absurdo não cumprimento da Constituição do Estado pelo piso salarial integral, uma das demandas principais da greve, junto à denúncia do Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo estadual, que congelaria salários e contratações por até 9 anos e ampliaria as privatizações das empresas públicas.

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Os trabalhadores da educação, que contam com uma imensa maioria de mulheres e são linha de frente da defesa da educação pública e de qualidade contra os ataques de Bolsonaro-Mourão e Zema, já se enfrentaram com diversos ataques dos governos e da Justiça e nem por isso abaixaram a cabeça.

Para derrotar os ataques e conquistar nossas demandas, é preciso confiar apenas na força da greve e na mobilização dos trabalhadores no enfrentamento a essa decisão arbitrária da Justiça e ao descaso e desrespeito dos governos em meio à histórica crise econômica e social que vivemos.

Por isso se faz urgente o fortalecimento da luta, com a articulação de um comando de greve estadual, com professores eleitos nas escolas paralisadas e a organização desde as bases com suporte do sindicato, para que os professores tomem o rumo da greve em suas mãos sem nenhuma ilusão no judiciário.

Não podemos aceitar que um desembargador, que não foi eleito por ninguém e ganha cerca de 30 mil reais por mês, decida que os trabalhadores da educação irão viver na pobreza, com salários que não chegam ao fim do mês. Um desembargador que é parte da casta privilegiada do judiciário brasileiro, e tem colegas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que chegaram a receber mais de 400 mil reais de salário em único mês no ano passado, fora da lei e acima do teto constitucional, de já astronômicos R$ 39,3 mil. Não à toa servem a um governo abertamente defensor dos ricos e poderosos como é o governo Zema

O SindUTE/MG precisa também organizar todas as atividades deliberadas em assembleia, como os atos nas Superintendências Regionais de Ensino (SRE’s), aprovados na assembleia da categoria para amanhã (11), o que em muitas subsedes ainda não foi feito. São medidas elementares para fortalecer a greve e enfrentar os ataques que virão do governo e do judiciário.

É fundamental a unidade com estudantes, pais e com toda a comunidade escolar nessa luta. Bem como com os trabalhadores das redes municipais e federais, além de outros setores, como as trabalhadoras da saúde, metroviários, estudantes e a população de conjunto. Com independência da movimentação das polícias e da segurança pública no estado, que Zema sabe que são base de apoio da extrema direita e aliados na hora de reprimir toda e qualquer luta contra os trabalhadores e a juventude.

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