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Greve na TV/Igreja Mundial | Força da greve na Igreja/TV Mundial pressiona justiça a exigir da instituição o pagamento dos direitos

A instituição se comprometeu a pagar os salários e direitos atrasados até o dia 19 deste mês perante a audiência de conciliação dessa sexta (12). A unidade entre os trabalhadores é fundamental para garantir o cumprimento dessa promessa.

segunda-feira 15 de novembro | Edição do dia

IMAGEM: Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Depois de entrarem em greve e se mobilizarem na última semana por conta do atraso nos pagamentos de salários, assim como de outros direitos, como vale-refeição e alimentação, e irregularidades nos depósitos do FGTS, os trabalhadores da TV/Igreja Mundial conseguiram uma audiência jurídica de conciliação entre representantes sindicais e da empresa. Na audiência, a TV/Igreja Mundial teve que se comprometer a pagar todos os salários e direitos atrasados até dia 19 de novembro, assim como regularizar outras pendências nos próximos meses.

A unidade entre os trabalhadores é fundamental para garantir o cumprimento dessa promessa. Isso foi fruto da grande força expressa por esses trabalhadores que lutaram todos esses dias paralisando suas atividades, enfrentando o assédio moral de suas chefias e se concentrando em frente ao local de trabalho para denunciarem suas situações de vida em decorrência do descumprimento por parte da instituição. Isso tudo, em meio a diversas situações de ostentação por parte dos donos da TV/Igreja.

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Trata-se de um exemplo de luta em suas vidas, mas também para toda classe trabalhadora que diariamente convive diante de uma situação econômica brutal que encarece o seu custo de vida e se depara com cada vez menos direitos e situações mais precárias de trabalho. Algo que poderia se fortalecer se unificasse junto com outros trabalhadores, como os da Rede TV, que realizaram uma greve recentemente, ou os jornalistas que realizaram paralisações na última semana.

Essa conquista jurídica ainda precisa ser efetivada na prática até o dia 19 e, por isso, é fundamental que este movimento avance sobretudo a partir da unidade entre todos os trabalhadores. A separação entre os trabalhadores não se trata apenas de decisões individuais entre cada funcionário, mas, sobretudo, pela via de uma ação consciente entre seus patrões e donos da TV/igreja. Algo que foi expresso claramente ao longo da greve, quando a instituição repassou os valores dos vales atrasados para uma parcela de funcionários, deixando outros sem isso quitado até então, além de terem existido denúncias de assédio moral para aqueles que aderissem à mobilização.

Isso acontece sobretudo porque qualquer empresário sabe da força que os trabalhadores podem ter quando se unem em busca de seus direitos e, por isso, estão dispostos a fazer qualquer coisa para romper com essa união. Querem colocar trabalhador contra trabalhador, querem que os trabalhadores que estão mais na linha de frente da greve e que são a vanguarda do movimento vão se afastando cada vez mais do resto dos seus colegas que estão com mais dúvida ou mais receio de aderir à greve. É preciso batalhar ao máximo contra essa divisão.

Em seu programa de televisão, após a audiência, o pastor Valdemiro Santigo, que, junto com a sua família, são os donos da TV/Igreja Mundial, ameaçou covardemente seus funcionários que terceirizaria os serviços da TV/igreja, algo que poderia implicar em demissões em massa (para além dos grevistas inclusive) e também imporia condições de trabalho ainda mais precárias.

Saiba Mais: Vídeo: Pastor Valdemiro ameaça demitir trabalhadores da TV/Igreja Mundial e contratar terceirizados

Trata-se de um ataque que não só atingiria os trabalhadores que entraram na greve, mas todo os funcionários. Isso só reforça a necessidade desses trabalhadores manterem a organização que permitiu essa conquista, sem caírem no divisionismo que os próprios patrões fomentam entre a categoria, e trazerem os demais funcionários para o seu lado a partir de se pensar nas medidas mais criativas possíveis para expandir essa luta, não só para barrar este ataque, como também para garantir as conquistas para todos, sem deixar ninguém para trás.




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