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Declaração | “Fora Bolsonaro de BH! E leve o capacho Zema junto!”, diz Flávia Valle

Reproduzimos aqui a declaração da Professora Flávia Valle, militante do Pão e Rosas, sobre a visita de Bolsonaro a capital mineira. Presidente vai a cidade apoiar mais ataques.

quinta-feira 30 de setembro | Edição do dia

"Hoje(30) Bolsonaro chega em Belo Horizonte para uma agenda relacionada com os 1000 dias caóticos de seu governo. Governo que resultou no aumento da pobreza, filas do osso, aumento da inflação, 600 mil mortes por Covid.

Sua estadia em BH vai ser parte de sancionar mais um ataque do Congresso Nacional: a privatização da CBTU, votada na Câmara e no Senado no início da semana. Privatização que já é responsável pelo aumento da passagem do metrô além de terceirização dos contratos de trabalho e precarização dos serviços. Só nos últimos dois anos, para deixar a privatização mais lucrativas e interessante para os empresários, eles aumentaram a passagem de metrô em 150% !!! É um absurdo e quem paga por isso são os trabalhadores e o povo!

Zema, com seu lado mais capacho, vai recepcionar Bolsonaro. E faz demagogia com a suposta criação da linha do metrô para o Barreiro. Mas não passa de mera campanha eleitoral para 2022. O povo de BH que há décadas recebe as falsas promessas sobre a criação da linha para o Barreiro agora vai ter que se enfrentar com a privatização da CBTU.

Bolsonaro também terá a cara de pau participar do lançamento do primeiro Centro Nacional de Vacinas, enquanto esse lixo prega o negacionismo com centenas de milhares de mortes por Covid no país. E tem apoiadores como Luciano Hang, bilionário acusado da fraude do laudo de morte da própria mãe nos escândalos que envolve a Prevent Senior, denunciada pelo ocultamento de mortes por Covid e por ordens de indução ao óbito de pacientes gravemente internados. É escandaloso!
Fora Bolsonaro de BH! E lutamos para derrubar esse governo com a força da mobilização, assim como todos os ataques do Congresso, do STF e de governadores como Zema e prefeitos como Kalil.

Dia 2 estaremos nas ruas novamente e chamamos a esquerda para construir um bloco classista que não gere nenhuma ilusão de que de mãos dadas com essa direita podre será possível derrotar Bolsonaro e seus ataques. Sem esperar as eleições de 2022 como saída, como faz o PT. As centrais sindicais como a CUT e CTB sequer organizaram um ato de rechaço à vinda de Bolsonaro como parte do enfrentamento à todos os ataques de seu governo. Metroviários organizaram nos últimos dias ações de repúdio que no dia de hoje seriam uma demonstração de força. Deveriam romper sua trégua com Bolsonaro e seu pacto com a direita liberal pró-impeachment e chamar um plano de lutas capaz de derrotar os ataques e por via de uma greve geral derrubar o governo Bolsonaro e Mourão.

É apenas na força da classe trabalhadoras junto aos povos originários, a juventude, mulheres, negros e LGBTQIA+ que devemos confiar!", disse Flávia Valle




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