CAMPINAS

Fome e miséria crescem em Campinas enquanto Dário faz demagogia

Em live realizada nesta segunda (22) o prefeito de Campinas, Dário Saadi, usa toda sua demagogia para dizer que a prefeitura de Campinas está cuidando de sua população. Mas a realidade grita o oposto: falta de cesta básicas nas creches, desempregados, sem nenhuma renda, passando fome e pessoas perdendo suas casas.

terça-feira 23 de março| Edição do dia

Dário Saadi usou as redes sociais nesta segunda para divulgar seu programa "Campinas sem fome". Cinicamente diz em sua live que a prefeitura vem auxiliando as famílias mais necessitadas continuamente desde o ano passado. Mas no mesmo dia pais denunciaram a falta de cestas básicas para os alunos da rede municipal de Campinas. Na creche Lídia Bencardini, no Jardim Capivari, as famílias receberam a última cesta básica em dezembro e até agora estão sem nada.

Segundo dados da prefeitura, em menos de uma semana quase 3 mil famílias procuraram a prefeitura para realizarem o cadastro, para que consigam receber algum auxílio do governo federal. As pessoas estão buscando o auxílio emergencial de R$ 150, que não paga uma cesta básica, e foi aprovado junto a ataques aos servidores públicos. Essa é uma amostra da situação de desespero por que passam famílias trabalhadoras encurraladas pelo desemprego e perdas de vidas pela Covid-19.

Um dos resultados do aumento da pobreza em Campinas e região é o aumento de aglomerados de moradias precárias. Famílias em situação de fome, sem renda, buscam encontrar uma forma de moradia. É o caso da nova ocupação “Nova Paraisópolis” no Satélite Íris II onde a população se organiza para reivindicar condições de moradia, saúde e alimentação básicas.

O programa de Dário Saadi no fundo é uma campanha de doações. As novas ações da prefeitura se resumem a buscar doadores, entre pessoas físicas e empresários, de alimentos e produtos de higiene. As doações serão realizadas em pontos pela cidade através das articulações de agências de assistência social. Para receber as doações as pessoas precisam realizar um novo cadastro em um aplicativo de nome “VivaVida”.

A campanha é uma verdadeira hipocrisia. Mesmo reconhecendo que o próximo período será de acentuação grave da vulnerabilidade social, Dário Saadi só está disposto a medidas que mal chegam a ser paliativas.

No fundo, o prefeito segue exatamente a cartilha dos políticos tradicionais de serem paladinos dos negócios. Saadi garantiu pagamentos altíssimos para os hospitais privados, quando o SUS utiliza seus leitos, permite que as empresas de ônibus reduza a frota e não exige nenhuma reconversão industrial de qualquer indústria da região para que se produza mais respiradores, EPIs ou materiais hospitalares.

É importante lembrar que o atual prefeito, em sua campanha, prometeu mundos e fundos aos grandes empresários, colaborando com a falácia de que isenção fiscal gera emprego. Mesmo quando o colapso da saúde estava eminente, o prefeito seguia desresponsabilizando o imenso lucro empresarial tardando para tomar qualquer ação efetiva. E mesmo sendo médico abandona a ciência quando convém. É o caso de quando afirmou que o risco de contaminação no transporte público era baixíssimo.

Assim como outros governos de direita em distintas cidades de São Paulo, como Covas, seguiram a cartilha de Dória de culpar a população pelo aumento dos casos, enquanto tecem elogios as máfias dos transportes que obrigam a população a se aglomerar em ônibus lotado para irem trabalhar. Dário também só não forçou a reabertura das escolas em fevereiro, pois o colapso do SUS na cidade chegou antes. Caso contrário, seguiria a cartilha negacionista do Secretário da Educação, Rossieli, de que crianças, familiares, professores e funcionário não se contaminam nas escolas.

Veja, as denúncias do Esquerda Diário aqui:

Professora de Campinas morre aos 25 anos vítima de covid. Doria e Rossieli são responsáveis

Doria mantém escolas abertas com SP à beira de colapso da saúde, desprezando nossas vidas

Dário e os governadores não são uma alternativa a política negacionista imposta por Bolsonaro. Tentam se diferenciar, mas se unem na hora de aplicar reformas como a trabalhista e a da previdência. Também são responsáveis pelos níveis crescentes de miséria.

Para enfrentar o "Planeta Fome" deixado por Bolsonaro e os distintos governantes, é necessário dar uma resposta dos de baixo. Só a classe trabalhadora juntamente com a juventude, a população pobre e os distintos movimentos sociais podem dar uma saída real para a atual crise. Por isso defendemos que os sindicatos e a esquerda se organizem exigindo das centrais sindicais como a CUT um plano de luta por medidas efetivas como um plano de vacinação massiva através da quebra da patente de vacinas e a exigência de um auxílio digno, de ao menos um salário-mínimo, para todo trabalhador desempregado.




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