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PRIVILÉGIOS DE MILITARES | Folha salarial da cúpula do governo Bolsonaro revela supersalários de militares aposentados

Os salários dos militares que integram o governo superam a marca de R$ 60 mil. Um exemplo é o vice-presidente Hamilton Mourão que recebe R$ 63,6 mil reais. Isso ocorre devido a portaria publicada no fim de abril que permite a soma de aposentadoria e pensões aos salários dos cargos no governo,

quinta-feira 1º de julho | Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os salários dos militares integrantes da cúpula do governo Bolsonaro chegam a até R$ 64,7 mil. O presidente R$ 41,6 mil, contando o salário de presidente (R$ 30,9 mil) e a aposentadoria como capitão do Exército (mais R$ 10,7 mil).

O maior salário pertence ao ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, recebe R$ 63,6 mil, sendo R$ 30,9 mil como vice e R$ 32,7 mil como general de exército reformado. O ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, tem renda de R$ 64,3 mil. São R$ 33,4 mil como general de exército reformado e mais R$ 30,9 mil como ministro.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno e o Ministro da Defesa general Braga Netto recebem rspectivamente R$63.1 mil e R$62 mil.

Esses supersalários se deram a partir da portaria do presidente Jair Bolsonaro no final de abril que mudou a regra de aplicação do teto salarial. Antes o abate do teto era aplicado sobre a soma de salário com aposentadoria. Na nova regra é aplicado separadamente. Isso permite que os salários que tinha um teto, que já representava um valor elevado, de R$39,2 mil, passem a ter um teto de até R$78.5 mil.

Leia mais sobre: Bolsonaro eleva seu salário e de ministros em até 69% enquanto população vive na miséria

Em meio a crise sanitária, com a falta de vacinas e com a população no desemprego e em situação de miséria, esses privilégios e tantos outros mostram que as forças das ruas devem enfrentar todos os setores do regime que governam segundo os interesses próprio e dos capitalistas e que realizam ataques contra os trabalhadores e ampliam seus privilégios.

A disposição de luta não deve ser colocada somente para tirar Bolsonaro, como seria o impeachment e que deixaria Mourão com seu supersalário e seu racismo e ódio de classe na presidência. A disposição de luta mostrada no 29 de maio e no 19 de junho, deve servir para organizar um forte ato no dia 3J e mais do que isso organizar a classe trabalhadora numa Greve Geral que coloque abaixo não só Bolsonaro, mas Mourão, os militares e todos os agentes golpistas do governo, por um governo de trabalhadores que deem respostas contra os ataques e os privilégios para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

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