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Rachadinha | Flávio Bolsonaro mobilizou órgãos federais para anular acusações de rachadinha

O filho do presidente fez acusações a alguns funcionários da Receita de acessarem seus dados fiscais ilegalmente e repassarem ao Coaf para compor o relatório que deu origem às acusações de rachadinha. Flávio chegou a se reunir com o pai para tratar do caso, mas as acusações foram consideradas sem “aderência à realidade dos fatos apurados” pela investigação do Fisco.

terça-feira 22 de fevereiro | Edição do dia

Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em agosto de 2020, quase dois anos depois do surgimento das acusações de rachadinha contra Flávio Bolsonaro, o filho do presidente fez pedido à Receita de investigação especial. Sua acusação era a que os seus dados fiscais, de sua mulher, Fernanda, e de empresas a eles relacionadas (dados que deram origem ao caso das rachadinhas) foram acessados e repassados de forma ilegal ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Na tentativa de montar o seu caso de defesa contra as acusações, Flávio ainda afirmou que a averiguação deveria ser feita pelo Serpo, empresa estatal que detém os dados do Fisco, e não pela Receita, o que foi negado.

A defesa de Flávio chegou a se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, o diretor-Geral da Abin, Alexandre Ramagem, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, para discutir o caso.

A investigação do Fisco, entretanto, concluiu que não tinha nenhuma prova de ato ilegal pela corregedoria, que os dados do relatório de inteligência do Coaf não tinha nenhuma informação que não foi recolhida pelo órgão, e disse que todos os acessos aos sistemas e bancos de dados registrou por quem e quando foram efetuados. Foi definido pelo órgão que nenhuma das alegações do senador “encontrou aderência à realidade dos fatos apurados”.




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