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RETORNO DAS AULAS PRESENCIAIS | Flavia Valle: “O SindUTE-MG tem que convocar assembleias contra o retorno inseguro de Zema”

O governo Zema prepara o retorno inseguro das aulas na rede estadual na semana que vem. Sobre isso, conversamos com Flavia Valle, que é professora da rede estadual em Minas Gerais.

sexta-feira 11 de junho | Edição do dia

“O governo Zema e sua secretária da educação Júlia Sant´Anna impuseram ontem o retorno presencial e inseguro das aulas, a começar já na semana que vem, dia 14, pelos primeiros anos do ensino fundamental em toda rede estadual. Política que conta com apoio de Kalil, que vem sendo linha de frente entre os prefeitos de impor o retorno inseguro, além de autoritariamente cortar o ponto de professores em greve sanitária em BH.

Agora, depois de uma longa disputa jurídica o governo Zema conseguiu ganhar o voto de desembargadores a favor do retorno presencial. Assim, todos trabalhadores da educação e a comunidade escolar estaremos expostos ao retorno inseguro, sem sequer a imunização da população. Enquanto isso, os parlamentares do PT seguiram sua política de confiança nas vias institucionais e de desgaste do Zema, apostando suas fichas na CPI de fura-filas e audiências públicas com Beatriz Cerqueira.

Na realidade, mostram que servem à falsa campanha do ’fique em casa’ da Rede Globo, de setores do regime político e das burocracias sindicais, que se trata de uma demagogia de setores que supostamente defendem a vida (e que Kalil era parte), enquanto a grande massa dos trabalhadores lotava transportes públicos todos os dias. As burocracias sindicais se apoiaram nisso para impor uma paralisia das lutas, deixando as ruas para a extrema direita bolsonarista e seus atos pelo retorno das aulas presenciais apoiados pelos donos de escolas particulares.

O SindUTE-MG precisa romper com essa política e convocar assembleias de base para organizar a luta de trabalhadores da educação contra o retorno inseguro. Começando por organizar paralisações no dia 18 de junho (dia que a CUT convocou mobilizações sem paralisações nos locais de trabalhos), denunciando a divisão com as lutas da juventude que tem ato convocado para o dia 19 desse mesmo mês. A UNE e a CUT, dirigidas majoritariamente pelos PCdoB e PT, ao atuar dessa forma dividem e enfraquecem nossas lutas, sendo que a juventude também sofre com o ensino remoto e com o retorno inseguro das aulas, com os cortes na educação.

É urgente fortalecer a greve sanitária dos trabalhadores da educação em BH que sofre com o corte de ponto de Kalil e a convocação de assembleias de base na rede estadual para organizar nossa luta contra o retorno inseguro, contra Zema e pela paralisação de nossas atividades no dia 18 de junho, dia de mobilizações contra Bolsonaro e Mourão e fortalecer os atos da juventude no dia 19 de junho! Pois é a comunidade escolar quem tem que definir como e quando retornar às aulas e não Zema e os empresários bolsonaristas da Fiemg (Federação de Industriais de Minas Gerais) e do Sinepe (sindicato de empresários das escolas Particulares de Minas Gerais)".




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